Em 2009, 524 pessoas foram mortas pela Polícia Militar no Estado de São Paulo nos chamados ¿confrontos com resistência, seguidos de morte¿. O número é 6% maior do que o registrado em 2006, ano em que a facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) liderou a maior onda de ataques já vista em São Paulo e levou pânico às ruas.

Os dados são da Secretaria de Segurança Pública do Estado (SSP) e mostram que os casos de resistência que culminam em morte têm aumentado ano após ano. Em 2008, foram 371, índice 41% menor que o de 2009, porém, já 3% superior ao de 2007.

Por outro lado, ao mesmo tempo em que aumenta o número de mortos pela PM, diminuiu o de policiais atingidos em combate. Em 2006, a PM matou 495 pessoas e 29 policiais morreram. Em 2008, 19 policiais morreram e, em 2009, foram 16. Uma queda de 16% em relação ao ano anterior.

O número de mortos pela polícia em 2009 é maior também do que registrado há 10 anos. Em 1999, o índice também foi 41% menor que o atual, com 371 mortes.

Um relatório divulgado em dezembro último pela ONG Human Rights Watch já apontava para este aumento da violência policial. Conforme o relatório, as polícias do Rio de Janeiro e de São Paulo mataram juntas 1.534 pessoas em 2008, número maior que o de mortes cometidas por policiais em toda a África do Sul.

As estatísticas fornecidas pela SSP mostram também que, após 10 anos consecutivos de queda, o número de homicídios também voltou a subir no Estado.Em 2009, foram registrados 4.778 homicídios dolosos, contra 4.690, em 2008.

A alta ocorreu, principalmente, devido ao aumento dos crimes no interior do Estado. Comparando apenas os dados do último trimestre de cada ano, os homicídios dolosos subiram 3,2% no interior, passando de 521, em 2008, para 538 casos, em 2009. Para especialistas, falta preparo à polícia para atuar em pequenas e médias cidades que enriqueceram e se tornaram atraentes aos olhos da criminalidade.

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