Polícia de Jundiaí-SP apura se sangue foi posto em casa

A Polícia Civil de Jundiaí (a 60 quilômetros de São Paulo), que investiga o caso de manchas de sangue humano que teriam, segundo um casal de moradores do Jardim Bizarro, saído do piso da residência onde moram, trabalha com a hipótese de o líquido ter sido jogado por alguém no chão da casa. O delegado responsável pelo caso e titular do 6º Distrito Policial (DP), Marco Antônio Ferreira Lopes, pediu exames tipológicos do sangue coletado na moradia no domingo, quando o suposto fenômeno ocorreu pela primeira vez.

Agência Estado |

Lopes também requereu a tipologia do sangue do casal de aposentados proprietários do domicílio e da filha deles. "Ainda não há novidades no caso. Mas não trabalho com a hipótese de o sangue brotar do chão porque não lido com paranormalidade", disse hoje. O perito Wilson Antônio Pereira, do Instituto de Criminalística (IC), disse hoje que mandará uma amostra de sangue coletado no local para outro IC. "Não se trata da tipologia de um sangue normal, mas de uma mancha de sangue seco, então, devo enviar para Campinas (SP) ou São Paulo porque não fazemos esse exame aqui (Jundiaí)", informou.

As amostras de sangue dos moradores e da filha do casal deverão ser coletadas em Jundiaí. Hoje, o proprietário da casa, um funcionário público aposentado de 71 anos que não quis ter o nome divulgado, disse que nem ele, nem a mulher, de 65 anos, estão preocupados. "Não aconteceu de novo depois de segunda-feira. Agora, é o trabalho da polícia que conta", afirmou. O aposentado não descarta a possibilidade de o sangue ter sido "colocado" no local. "Não dá para duvidar de nada. Tem muita maldade nesse mundo", afirmou. Ele mora na residência localizada na Rua Antônio Bizarro com a mulher há 44 anos.

O mistério começou no domingo, de acordo com o boletim de ocorrência registrado pelos moradores. Segundo o proprietário da residência, a mulher dele tomava banho quando viu sair um líquido vermelho do chão do banheiro. O "fenômeno" repetiu-se na segunda-feira. O aposentado afirmou que o líquido começava a verter do chão e que jorrava a até dez centímetros de altura. O perito informou que o material coletado mostra apenas manchas de sangue no piso. "Há marcas de sangue a cerca de dez centímetros, num frasco de desinfetante, mas o sentido da amostra do respingo era de cima para baixo, não de baixo para cima", afirmou, contrariando a possibilidade de o sangue ter brotado do chão até determinada altura.

Ajuda

Assim que percebeu a ocorrência, o casal pediu a ajuda de um padre, que os orientou os aposentados a registrarem um BO. Católicos, os donos da casa reuniram amigos e vizinhos para rezar na segunda-feira. "Isso é um sinal. Ou de alguém que quer algum mal pra gente, ou de alguém que está precisando de ajuda", afirmou o dono da casa, na terça-feira.

De acordo com moradores do bairro, uma das possibilidades cogitadas para "explicar" o sangue humano no piso da casa do Jardim Bizarro é um "pedido de ajuda" de um rapaz assassinado no bairro há aproximadamente dois meses. "Não sei bem o que dizer sobre isso. A gente conhecia o rapaz, mas não tinha amizade", afirmou o proprietário da casa.

Já o delegado responsável pelo caso e titular do 6º DP A polícia descarta qualquer hipótese de um fenômeno espiritual ou paranormal. "Não trabalho com paranormalidade. Se é sangue humano o que verte da casa, quero saber de quem é", disse ontem. Lopes ouviu o casal e aguarda o resultado do exame sanguíneo dos donos da residência, da filha e da amostra de sangue coletada no domingo.

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