Polícia de BH procura estudante que matou professor

Reprovação em trabalho de conclusão de curso teria motivado o crime

Alessandra Mendes, especial para o iG |

A polícia mineira está atrás do estudante Hamilton Loyola Caires, de 23 anos, suspeito de matar o professor no início da noite desta terça-feira (7) dentro da Faculdade Isabella Hendrix, no bairro de Lourdes, região centro-sul de Belo Horizonte.

Cássio Vinicius Castro Gomes, de 39 anos, foi atingido com duas facadas, uma no tórax e outra no pescoço e morreu antes da chegada do socorro. O motivo do assassinato teria sido o descontentamento do estudante com a nota dada pelo professor de Educação Física, que acabou por reprovar o aluno na primeira estapa do trabalho de conclusão de curso (TCC).

Um cerco foi montado pela polícia para tentar localizar e prender o estudante. Os investigadores foram até a casa do jovem no bairro União, região leste da capital, mas ele não foi localizado.

De acordo com o delegado Wagner Pinto, chefe da Delegacia de Homicídios de Belo Horizonte, a autoria do crime já foi confirmada. Isso porque o aluno teria sido flagrado com nitidez pelas câmeras do circuito interno da faculdade no momento do crime. Testemunhas também apontam o estudante do 5º período de educação física como sendo o autor do crime.

O professor foi atacado no corredor da faculdade pouco antes do início das aulas. O estudante fugiu em uma moto e deixou no local a faca usada no assassinato. Após o crime, todo o prédio foi evacuado. Apenas professores, coordenadores e demais funcionários da faculdade puderam permanecer no local. As aulas foram suspensas.

O irmão de Loyola disse à polícia que o rapaz é usuário de drogas; outros alunos comentaram que ele não era de muita conversa. Ele não tem antecedentes criminais, mas, segundo colegas de curso, já havia sido expulso de outra faculdade após agredir um professor.

O delegado disse que o professor Castro já havia manifestado a outras pessoas preocupação com sua segurança. O docente morava em Betim, região metropolitana de Belo Horizonte, era casado e deixou dois filhos.

No mesmo prédio do instituto, funciona o Colégio Izabela Hendrix, onde a presidente eleita, Dilma Rousseff, estudou quando criança. Em nota, a instituição afirma que lamenta a tragédia e afirma que o caso de violência foi um episódio isolado.

A instituição diz que mantém livre o acesso aos espaços universitários por uma "questão de filosofia educacional" e que conta com 52 vigilantes e 53 câmeras de circuito interno de TV para segurança. Por fim, o comunicado afirma que a instituição está colaborando com as autoridades policiais nas investigações.

*Com informações do iG São Paulo e Agência Estado

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