Um suíço aposentado, de 63 anos, que vivia há dois em Copacabana, na zona sul do Rio, morreu baleado, na tarde de quarta-feira, dentro do seu apartamento em um prédio na Avenida Princesa Isabel. A namorada dele, uma garota de programa de 28 anos, e outra prostituta, que efetuou os disparos, foram apontadas ontem pela polícia como cúmplices no crime.

De acordo com os policiais, Gilbert Hirschi e a namorada, Fernanda da Silva Souza, de 28, chegaram à tarde no apartamento do suíço. O casal era seguido pela amiga dela, a prostituta Ariana Gualberto Lessa, de 25. Fernanda distraiu o aposentado enquanto Ariana subiu no elevador. Quando chegaram ao terceiro andar, os dois foram abordados por Ariana, armada com um revólver calibre 38, que anunciou o assalto e os empurrou para dentro de casa. Ele reagiu com um spray de pimenta e foi baleado ao tentar proteger Fernanda. "Ele morreu sem saber que a namorada era cúmplice do crime. Gilbert sustentava Fernanda e o filho (menor de idade) há seis meses. Foi um crime movido pela ganância. Elas queriam roubar dólares, euros e equipamentos eletrônicos", acusou o delegado titular da 12ª Delegacia de Polícia de Copacabana, Antenor Junior.

O delegado afirma que a namorada se passou por vítima da tentativa de latrocínio após o crime, mas as imagens de câmeras do prédio e de uma loja, além de um diálogo que vizinhos escutaram após o crime ajudaram a polícia a elucidar o caso. Segundo testemunhas, após o disparo, uma delas perguntou "e agora, o que nós vamos fazer?". Fernanda foi presa após confessar a participação no crime. Ariana está foragida.

O filho da vítima chega hoje ao Rio e o Consulado da Suíça já providenciou a liberação do corpo, que será repatriado. O suíço vivia legalmente no país e tinha visto de permanência até 2017. "Ele dizia que era fotógrafo e tinha uma vida pouco ortodoxa. Namorava uma garota de programa, mas não tinha ligação com esquemas de prostituição", afirmou o delegado. Segundo ele, Ariana, a autora dos disparos, teria ligações com traficantes da favela da Rocinha, em São Conrado, na zona sul, e aplicava golpes com soníferos em turistas, conhecidos como "Boa noite, Cinderela".

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