Polícia confirma sexta vítima fatal em chacina de Osasco, na Grande São Paulo

SÃO PAULO - A Polícia Militar (PM) confirmou a morte da sexta vítima da chacina que ocorreu no início da madrugada desta sexta-feira na Favela do Jardim Padroeira 2, em Osasco, município da Grande São Paulo. Um jovem de 17 anos, que passava por cirurgia Hospital Municipal Antônio Giglio, não conseguiu resistir aos ferimentos.

Agência Estado |

José Rodivone Assunção de Santana Sobrinho, de 26 anos, está internado no Hospital Regional da cidade. Esta é a terceira chacina do ano na Região Metropolitana da capital paulista. Não há informações sobre a motivação e os autores do crime.

AE
Chacina ocorreu na madrugada desta sexta-feira em Osasco, na Grande São Paulo


"Os vizinhos só disseram que ouviram os estampidos", disse o investigador do Setor de Homicídios de Osasco Ivan Carlos. Ele afirmou que as vítimas foram atingidas no tórax e na cabeça, aparentemente a curta distância, e que provavelmente estavam andando pela viela onde ocorreu o crime no momento em que foram baleadas. Dezessete cápsulas de pistola calibre 380 foram apreendidas. O investigador disse que, caso alguma testemunha tenha informações sobre a chacina, deve fazer uma denúncia anônima por meio do telefone 181.

Foram mortos Camila Safira Lemos da Silva, de 25 anos, José Marcos da Silva, de 34, e um segundo homem, ainda não identificado, mas que conforme vizinhos se chamaria Marcelo. Um estudante de 15 anos e o jovem de 17 chegaram a ser socorridos, mas morreram no Hospital Municipal Antônio Giglio. Um homem, ainda sem identificação, foi levado ao Pronto-Socorro Pestana mas também não resistiu.

As investigações devem ser feitas pelo setor de Homicídios de Osasco e pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). O caso foi registrado no 1º Distrito Policial (DP) de Osasco.

As vítimas

A única mulher morta na chacina tinha quatro filhos, de 1, 5, 7 e 9 anos, e fazia bicos como doméstica. Segundo a mãe de Camila, a babá Ana Elisa Lemos da Silva, de 46 anos, a jovem também dependia da ajuda do pessoal da comunidade para amparar a família. Ela era viúva há nove anos e há um morava na Favela do Jardim Padroeira 2. "Minha filha nunca teve passagem pela polícia", afirmou. Quando ouviu os tiros, a mãe da vítima estava na casa de outra filha, de 27 anos, que também mora na favela.

O estudante, que morreu no hospital, não era morador local. De acordo com uma prima do jovem, que tinha o apelido de Bolinha , ele morava em Jandira e veio passar alguns dias na sua casa. "Ele estava aqui há dez dias e iria embora no sábado", contou Priscila Fernandes, de 20 anos.

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