Polícia confirma 14 mortos em avião que caiu na Bahia

PORTO SEGURO - A Polícia Técnica de Salvador confirmou que quatorze corpos foram retirados do avião que caiu em Trancoso, no sul da Bahia, na noite de sexta-feira. Todos eles estão na sede do órgão para identificação e, depois, serão levados para o Instituto Médico Legal (IML) de Salvador.

Redação com agências |

AE
Local do acidente onde avião caiu na Bahia

Local do acidente onde avião caiu na Bahia

Como o avião ficou completamente destruído no acidente e os corpos ficaram carbonizados, a coordenadoria da polícia informou que serão necessários exames de DNA e da arcada dentária para o reconhecimento das vítimas. Três médicos legistas e uma perita especializada em odontologia trabalham na identificação.

A empresa responsável pela aeronave não divulgou os nomes das vítimas. O bimotor tem capacidade para 11 passageiros, mas é possível que, além da lotação máxima, crianças estivessem a bordo viajando no colo de adultos.

Segundo a assessoria do Departamento Estadual de Polícia Técnica, depoimentos de familiares das vítimas colhidos pela Polícia Civil reforçariam esta hipótese.

Duas equipes da Polícia Técnica de Salvador, comandadas pelo diretor Raul Barreto, e pelo menos mais seis pessoas do Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Seripa) fazem perícia no local do acidente.

De acordo com a assessoria do Seripa, uma das hipóteses analisadas no momento é a iluminação da pista na hora do pouso, que poderia ter contribuído para a tragédia.

Vítimas

A assessoria de imprensa da Light confirmou que a filha, Helô Alqueres, o genro e o neto de seis meses do presidente da companhia, José Luiz Alqueres, estavam a bordo do bimotor.

O dono do avião, o banqueiro Roger Wright, sócio-fundador da Arsenal Investimentos, e sua mulher Lucila Lins, também estavam no avião.

A primeira mulher do banqueiro, Barbara Cecilia Luchsinger Wright, morreu em 1996 no acidente com o Fokker 100 Tam em São Paulo.

O acidente

Divulgação
Pista do hotel tem 1.500 metros
Pista do hotel tem 1.500 metros
A aeronave decolou em Congonhas (SP) às 18h30 e caiu por volta das 21h, ao tentar pousar na pista particular do hotel Terravista Club Med, que tem 1.500 metros e é dedicada exclusivamente ao atendimento de aeronaves executivas.

Testemunhas disseram que o avião, de prefixo PR-MOZ, voava baixo e teria explodido antes de se chocar contra uma árvore e cair nas proximidades da cabeceira da pista de pouso. A área é de mata fechada e difícil acesso.

Antes do pouso, a tripulação da aeronave fez contato com o Controle Aéreo de Porto Seguro e com a rádio do aeroporto, informando ter condições visuais para pousar no aeródromo. Segundo a assessoria do empreendimento, até a colisão, os controladores de voo do aeroporto não notaram qualquer problema enquanto monitoravam a aterrissagem.

No entanto, chovia forte na região no momento do acidente, mas ainda ão se sabe se o mau tempo influiu na queda.

Assista ao vídeo sobre o acidente:

(*com informações da EFE e da Agência Estado)

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