Familiares protestam em frente à creche; polícia tomará depoimentos " / Familiares protestam em frente à creche; polícia tomará depoimentos " /

Polícia começa hoje a ouvir depoimentos sobre a morte de Gabriel

SÃO PAULO - A polícia começa, nesta terça-feira, a ouvir os depoimentos dos pais do bebê Gabriel e do médico que fez o primeiro atendimento à criança que morreu de parada cardiorrespiratória, na última sexta-feira, na creche Pedacinho da Lua. Na quarta-feira, os diretores da escolinha serão ouvidos. http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/2008/07/28/policia_deve_ouvir_funcionarios_de_creche_onde_morreu_bebe_de_7_meses_1474285.html target=_blankFamiliares protestam em frente à creche; polícia tomará depoimentos

Redação |

O delegado-titular do 90º Distrito Policial (Parque Novo Mundo), Sérgio Alves, diz que é preciso cautela antes de qualquer avaliação. Temos de esperar o exame necroscópico chegar. O documento, segundo ele, fica pronto em no máximo 30 trinta dias.

A Polícia Civil instaurou um inquérito para apurar a morte de Gabriel. Na segunda-feira, o Conselho Estadual de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana (Condepe) pediu que a Secretaria de Segurança Pública (SSP) e o Ministério Público Estadual, por meio da Promotoria da Infância e Juventude, também ajudem nas investigações.

Mario Ângelo/ AE
Bebê morreu aos sete meses
Segundo a assessoria do Ministério Público, uma reunião será feita com os promotores da Infância e Juventude para definir as ações a serem tomadas. Uma vistoria deve ser feita na creche para verificar se há irregularidades no local.

Protesto

Familiares do bebê realizaram, na segunda-feira, um protesto em frente à creche. Os pais alegam que houve negligência por parte dos empregados já que, segundo eles, quando a criança foi entregue à creche estava bem de saúde. Segundo a mãe da criança, identificada como Josefa, Gabriel foi entregue às 11h à escola e estava feliz, contente e sem nenhuma doença.

AE
Familiares do bebê Gabriel protestam em frente à creche

A direção da creche nega as acusações e classifica o caso como "fatalidade". Por meio de nota, ela informa que a "escola (...) é personagem de uma fatalidade". "As escolas legalizadas como a nossa, passam por avaliações freqüentes dos inspetores da prefeitura que constatam a conformidade de nossas práticas", destaca a creche.

"As acusações à escola como pré-ciência de maus tratos, má qualidade de alimentação, falta de funcionários, dentre outras barbaridades que estão sendo veiculadas, se analisadas com um pouco de bom senso e razão, percebe-se que não encontram respaldo e são fruto de oportunismo e falta de sensibilidade", acrescenta, por meio de nota. ( leia a íntegra )

Segundo a família, a morte do bebê só foi constatada quando o pai, Júlio Cezar Ribeira, foi buscá-lo. Ele conta que esperou por cerca de 5 minutos até uma funcionária avisá-lo que Gabriel "estava roxo". Júlio chegou a levar o filho para um hospital, mas, após tentativa para reanimar a criança por 40 minutos, ela não resistiu e morreu.

De acordo com a família, durante os procedimentos, os médicos encontraram restos de alimentos na criança, o que dificultou a entubação.

A creche destaca que adotou todos os procedimentos necessários de segurança com Gabriel "como alimentação e descanso na posição vertical e arroto, por exemplo". Ainda em sua defesa, a creche informou que comunicou ao Corpo de Bombeiros e reiterou que a morte da criança foi uma fatalidade.

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