A Polícia Civil do Estado de São Paulo entrará em greve, por tempo indeterminado, a partir das 8 horas de amanhã. De acordo com a assessoria de imprensa da corporação, todo o efetivo - cerca de 30 mil policiais - estará normalmente nas delegacias, mas só atenderá casos de flagrante, homicídios, acidentes de trânsito com vítima fatal, mandado de prisão, seqüestros, latrocínios e roubo e furto de veículos.

Casos considerados mais simples, como extravio de documentos, furtos, danos, acidentes sem vítimas, lesão corporal e estelionato, entre outros, não serão registrados.

A categoria reivindica aumento salarial de 15% ainda este ano - mais 12% em 2009 e 12% em 2010. A greve foi determinada em reunião na sexta-feira, na sede da Associação dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo (Adpesp), na presença das diretorias das 16 entidades representativas da categoria.

De acordo com a assessoria, os policiais deverão seguir uma "Cartilha de Greve", a mesma utilizada quando houve a primeira paralisação, que durou 7 horas, em 13 de agosto. Na ocasião, o Tribunal Regional do Trabalho (TRT) determinou a suspensão da paralisação e marcou as primeiras reuniões de conciliação, que, de acordo com a polícia, não surtiram efeito. As negociações acabaram no dia 5, quando foi decretado estado de greve. Muitas delegacias do interior já iniciaram a paralisação, mesmo que parcialmente, em mais de 180 cidades do Estado.

Na primeira greve, em agosto, a categoria reivindicava aumento salarial de 60% ainda em 2008. De acordo com os policiais, uma pesquisa encomendada pela ao Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) mostrou, baseada no Índice de Custo de Vida (ICV/Dieese), defasagem salarial de 96,63% para delegados e 66,16% para escrivães e investigadores. Os policiais determinaram que a greve só será finalizada quando o governo retomar negociações.

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