Polícia Civil é recebida a tiros em favela do Rio

A Polícia Civil fez hoje uma operação com 80 homens, dois helicópteros e um carro blindado no conjunto de favelas Pavão-Pavãozinho, em Copacabana. Os agentes foram recebidos a tiros e reagiram.

Agência Estado |

Um intenso tiroteio se seguiu por mais de 15 minutos e deixou em pânico os moradores do morro e da região. Os pedestres procuraram abrigo em lojas e restaurantes. Ninguém ficou ferido. Três pessoas foram presas.

O delegado-titular da Delegacia de Repressão às Armas e Explosivos (Drae), Carlos Alberto Oliveira, comandou a ação e disse que cerca de 15 homens atiraram contra os helicópteros da polícia, provocando a reação dos agentes. "Foram muitos tiros e os policiais reagiram. Os criminosos fugiram para as matas que cercam a favela e encontramos rastros de sangue no caminho. Isso indica que alguém do bando foi ferido", afirmou o delegado.

A polícia ficou cerca de cinco horas na favela e apreendeu armas, granadas, drogas, rádios-transmissores, um colete falso da Polícia Civil e caixas de morteiros. No entanto, o principal objetivo não foi cumprido: prender Paulo Henrique Duarte Correia, o Juca Bala , de 32 anos, apontado como líder do tráfico na favela. Ele é acusado de comandar os roubos das armas cenográficas do filme "Tropa de Elite", no Morro Chapéu Mangueira, em novembro de 2006, e de duas metralhadoras do Museu Histórico do Exército, no Forte de Copacabana, no ano passado.

Na operação, foram presos Gérson Porfilho, de 23 anos, que saiu há um mês do Presídio Vicente Piragibe, onde cumpriu pena de dois anos e quatro meses por tráfico de drogas; Carlos Wagner da Conceição e Adalberto de Oliveira Barbosa Lima, ambos com 23 anos, em posse de entorpecentes. Sem algemas, os policiais imobilizaram a dupla com fios de plástico. Na sede da Drae, os dois foram algemados.

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