A Polícia Civil baiana deu início hoje à terceira das quatro paralisações de advertência, de 72 horas cada, dos trabalhadores da categoria. As manifestações, que tiveram início no começo do mês, fazem parte da campanha salarial dos policiais.

Os agentes baianos cancelaram os serviços de custódia de presos, além dos de levantamento cadavérico, que já haviam sido suspensos na paralisação anterior, realizada na semana passada. Todos os serviços burocráticos e de investigação também estão suspensos.

Apenas prisões em flagrante e registros de homicídios estão sendo realizadas - e os policiais prometem suspender também estes serviços na próxima parada, prevista para dia 8 de junho. Apesar disso, o Sindpoc afirma que mantém 30% do efetivo ocupando os postos, como determina a lei. Caso não haja acordo entre as partes, o sindicato promete promover uma greve geral, por tempo indeterminado, a partir de 20 de junho.

O Sindicato dos Policiais Civis do Estado da Bahia (Sindpoc) admite reduzir o porcentual de reajuste pedido de 100% para 70%, em média, parcelados pelos próximos três anos - o mesmo aumento concedido pelo governo estadual aos delegados. Porém, a administração pública mantém a proposta de aumento médio de 30% no período, alegando não poder pagar mais do que isso. O salário inicial de um policial civil no Estado, hoje, é de R$ 1.620,50. Segundo o Sindpoc, é o terceiro pior piso da categoria no País, melhor apenas que os de Pernambuco e Roraima.

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