BRASÍLIA - Após aprovação pela Câmara dos Deputados da Medida Provisória que proíbe a venda de bebidas nas rodoviais federais, o ministro da Justiça, Tarso Genro, afirmou nesta quinta-feira que a fiscalização nas rodovias vai aumentar. Nesta quarta-feira, os deputados aprovaram a MP alterando o texto original. Com as modificações, a proibição da venda de bebidas alcoólicas só vale para áreas rurais das rodovias e a punição fica mais severa para os motoristas que forem flagrados dirigindo embriagados.

Em entrevista na tarde desta quinta-feira, Genro adiantou que será realizado um concurso público para ingresso de mais 1.000 policiais rodoviários a fim de aumentar a fiscalização. Desde 1º de fevereiro quando a MP entrou em vigor já foram flagrados 2.995 casos de embriaguez no volante, segundo o ministro.

Questionado se mais fiscalização irá provocar aumento em número de presos, o diretor geral da PRF, Hélio Perene, disse acreditar que as pessoas seguirão a norma, evitando o volante quando sob efeito de álcool.

Tarso nega perda de força

O ministro negou que o projeto tenha perdido força pelo texto final aprovado ter permitido a venda nos trechos das rodovias que estão em áreas urbanas, onde há concentração populacional e de edificações. Isso [a permissão de venda nos trechos dentro dos municípios] não tira a eficácia da medida. Os donos de postos de gasolina em saída das cidades se enganam se acham que vão vender bebida alcoólica, alertou o ministro, que confirmou grande pressão sobre o texto da MP por parte do lobby das indústrias de bebidas no Congresso.

O ministro chamou de avanço histórico, na luta contra a violência no trânsito, a punição mais severa contra o motorista que ingerir qualquer dose de bebida alcoólica, seja na área rural ou urbana. Atualmente, a punição só ocorre quando um motorista é flagrado com mais de 0,6 gramas por litro de sangue (equivalente a duas latas de cerveja ou uma taça de vinho).

Ele comemorou também a pena maior para o motorista flagrado com índice alcoólico acima de 0,6 gramas por litro de sangue, que será preso e não vai responder mais no Juizado Especial, mas sim a processo criminal comum. A multa também foi aumentada de R$ 957 para R$ 1,5 mil.

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