Polícia associa morte de traficante a tumulto em Paraisópolis

SÃO PAULO - A morte do traficante e ladrão Marcos Purcino, de 25 anos, durante uma troca de tiros com policiais militares no domingo à tarde, desencadeou a revolta de moradores e transformou a Favela de Paraisópolis, no Morumbi, zona sul de São Paulo, em praça de guerra. Segundo o chefe do Comando de Policiamento de Área Metropolitano-5 (CPA/M-5), coronel Danilo Antão Fernandes, o protesto foi causado pela morte de Purcino, um foragido da Justiça com duas condenações por roubo.

Agência Estado |

O criminoso morto escapou no ano passado da Penitenciária 1 de Franco da Rocha, na Grande São Paulo. Em 16 de julho de 2003, ele foi condenado na 26ª Vara Criminal da Capital a 5 anos e 4 meses de prisão pelo roubo de uma caminhonete na Rua Professor Benedito Montenegro, no Morumbi. Em 20 de junho de 2006, Purcino foi condenado novamente, mas dessa vez na 17ª Vara Criminal da Capital, por furto no Morumbi.

Fernandes explicou que Purcino e Antonio Galdino de Oliveira, de 24 anos, foram flagrados com carros roubados, às 12 horas de anteontem, por duas viaturas da PM. Iniciou-se uma perseguição e os suspeitos cruzaram a favela em alta velocidade, em dois carros, na direção do Cemitério do Morumbi. Segundo o boletim de ocorrência, os policiais conseguiram cercar os criminosos, mas foram recebidos a tiros. No revide, atingiram Porcino, que foi levado ao Pronto-Socorro do Campo Limpo, mas morreu. Oliveira estava num Palio Weekend e se entregou. As informações são do jornal "O Estado de S. Paulo".

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