Polícia apura se tráfico liderou tumulto em Paraisópolis

A prisão do cunhado do chefe do tráfico de drogas na zona sul de São Paulo, Francisco Antonio Cesário da Silva, de 31 anos, o Piauí, integrante da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC), foi o provável estopim da manifestação que anteontem deixou seis feridos na Favela de Paraisópolis. A polícia quer saber agora de onde partiu a ordem para o início do tumulto.

Agência Estado |

Casado com Francisca das Chagas Cesário da Silva, de 25, Antonio Galdino de Oliveira, de 24, foi detido em flagrante no domingo à tarde por porte ilegal de arma, horas depois da perseguição policial que terminou com a morte de Marcos Porcino, de 25, procurado da Justiça. As polícias Civil e Militar apuram é se a ordem para o início do tumulto partiu do próprio Piauí ou se o protesto foi organizado por criminosos comuns, como ladrões e “soldados” do tráfico.

Preso em 18 de agosto do ano passado, Piauí cumpre pena por sequestro, receptação, roubo e falsidade ideológica numa penitenciária em Mirandópolis, no interior do Estado. “A questão do parentesco é importante, mas tenho dúvidas se há hoje na favela uma liderança capaz de uma mobilização daquelas. Além disso, essa confusão prejudica os ‘negócios’ do PCC”, avalia um policial. “Parece mais uma reação de moleques ligados ao crime, que acabou fugindo do controle.” As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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