A Justiça de Osasco (SP) concedeu hoje mandado de busca e apreensão do computador de Carlos Eduardo Sundfeld Nunes (Cadu), assassino confesso do cartunista Glauco Vilas Boas, e de seu filho, Raoni. O mandado inclui a apreensão do computador de Felipe Iasi, indiciado por participação no crime.

"A análise dos computadores dos envolvidos é para descobrirmos há quanto tempo os dois se falavam e se haviam preconcebido o crime. Essas análises ainda estão no campo hipotético, mas precisam ser feitas e podem indicar algo novo", disse o diretor do Departamento de Polícia Judiciária da Macro São Paulo (Demacro), Marcos Carneiro Lima. Segundo ele, os computadores foram apreendidos nesta tarde e já foram encaminhados para a perícia.

A polícia também recebeu hoje o detalhamento das contas telefônicas dos celulares dos dois envolvidos e informações do GPS do carro de Iasi, com todo o caminho percorrido por ele na noite e no dia seguinte aos assassinatos.

Sobre o sigilo telefônico e o roteiro do carro, o diretor do Demacro afirmou que o cruzamento das informações serão muito úteis. "Agora, com o resultado do rastreador do seguro do carro e dos telefonemas realizados faremos o cruzamento das informações. Assim, poderemos saber de onde o Cadu realizou as duas ligações para a Polícia Militar, se ligou para o Felipe, ou algo mais."

Cadu ligou duas vezes para a PM na noite do crime, com o intuito de se entregar, mas desistiu, segundo seu depoimento. A PM confirmou as chamadas recebidas, mas informou que o assassino dizia frases desconexas e por isso foi instruído a procurar um distrito policial.

Cadu está preso na Delegacia da Polícia Federal em Foz do Iguaçu, no Paraná, desde o dia 14. Ele foi detido quando tentava sair do Brasil e entrar no Paraguai com um carro roubado. Ao ser abordado por policiais rodoviários federais, o estudante reagiu com tiros.

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