Policiais da Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente prenderam ontem dois homens e apreenderam cerca de 320 quilos de palmito ilegal em uma casa em Osasco, na Grande São Paulo. De acordo com a Secretaria de Segurança Pública do Estado, os palmitos in natura deterioram-se em cinco dias após a extração e não poderiam mais ser consumidos.

Policiais civis se dirigiram ao local para verificar um possível ponto de fabricação de conserva de palmito. Lá, eles encontraram os dois suspeitos, que no momento da abordagem estavam descascando palmito "in natura".

"Nós recebemos informações, há cerca de 10 dias, de que no local havia uma fábrica clandestina, e então iniciamos uma investigação. Descobrimos que, na realidade, se tratava de uma casa e, com isso, conseguimos realizar a apreensão na tarde de ontem. Na residência os acusados faziam todo o processo, separavam o palmito "in natura" e misturavam com ácido cítrico, e também embalavam", explicou o delegado titular da Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente, José Eduardo de Moraes Alves.

A dupla foi detida e os policiais apreenderam diversas etiquetas para conservas alimentícias em nome de algumas empresas, além de lacres, rótulos e embalagens vazias. No total, 192 vidros com palmito foram apreendidos, totalizando cerca de 320 quilos.

Ainda, segundo a secretaria, os suspeitos foram presos em flagrante e indiciados por adquirirem, para fins comerciais ou industriais, produtos de origem vegetal sem documentação legal. Eles poderão ficar presos de seis meses a um ano por este crime.

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