A Polícia Civil de Minas Gerais apresentou hoje um homem suspeito de ter sido contratado para executar o deputado estadual Durval Ângelo (PT), presidente da Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa do Estado, e um delegado da corporação. Adriano Rodrigues, de 25 anos, conhecido como Pit Bull, foi preso no último sábado.

De acordo com a polícia, Rodrigues foi contratado pelo ex-prefeito da cidade de Tarumirim (MG), João Correia da Silveira, o João Caboclo, para matar o parlamentar e o delegado Francisco Lemos, lotado no município de Timóteo. Conforme Leonardo Vieira Dias, da Delegacia de Homicídios de Contagem, na região metropolitana de Belo Horizonte, em depoimento ele confessou o plano para os assassinatos.

"Ele confirmou (as acusações) na integralidade", afirmou o delegado, responsável pelo caso. "Ele receberia R$ 150 mil pela morte do deputado e R$ 100 mil para matar o delegado". Segundo Dias, o ex-prefeito encomendou a morte de Ângelo por causa de "desentendimentos políticos" entre ele e o deputado, que teria denunciado no plenário da Assembleia a suposta participação de Silveira como agenciador de emigrantes ilegais para os Estados Unidos.

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