Polícia ainda não busca assassinos de morro no RJ

Até o fim da tarde de hoje, cinco dias após a morte dos três moradores do Morro da Providência, no centro, a polícia do Rio ainda não havia realizado nenhuma operação para localizar os assassinos do Morro da Mineira, na zona norte. Hoje, os delegados da 4.

Agência Estado |

ª Delegacia Policial (DP), na Central do Brasil, Ricardo Dominguez, e 6.ª DP, na Cidade Nova, Rodolfo Waldeck, e o diretor de Polícia da Capital, delegado Sérgio Caldas, reuniram-se para discutir estratégia de investigação dos responsáveis pelas mortes.

O inquérito será comandado pelas duas delegacias, com apoio de especializadas. Caldas negou que a investigação esteja em ritmo lento. "Não podemos sair em incursões sem um objetivo e uma informação pontual. Estamos fazendo um levantamento dos pontos antes", afirmou. Segundo ele, a polícia ainda investiga se o corpo encontrado na segunda-feira no Morro da Mineira é de um traficante supostamente morto como punição, após a repercussão da morte dos jovens. O corpo foi encontrado esquartejado.

A polícia já identificou alguns criminosos que teriam cometido o assassinato. De acordo com Caldas, pelo menos cinco homens participaram da sessão de tortura a que os jovens foram submetidos. A Secretaria informou que um trabalho de "inteligência" está em andamento para se chegar aos criminosos e que "ações devem ser planejadas com certa antecedência". O secretário José Mariano Beltrame, que hoje estava em Brasília, disse ontem que "não adianta subir o morro com gosto de sangue na boca". "A polícia está trabalhando em novo inquérito para identificar executores e acredita que em breve nova ação vai ser deflagrada."

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