Polícia aguarda laudo sobre morte de menina de 9 anos em Curitiba

CURITIBA - A Polícia Civil do Paraná espera a conclusão do laudo sobre a causa da morte de Lavínia Rabech da Rosa, de 9 anos, que foi encontrada morta em sua casa, na madrugada de domingo. O principal suspeito pelo ocorrido diz que a menina caiu após se enrolar em fios e ficou desacordada. Ele foi encontrado pela mãe da vítima dormindo embaixo da cama da menina.

Redação |

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Lavínia foi enterrada nesta segunda-feira, às 14h no Cemitério Municipal do Boqueirão. Segundo funcionários do cemitério, cerca de 60 pessoas acompanharam o sepultamento.

Mariano Torres Ramos Martins, 45 anos, morador de rua e foragido da Colônia Penal do Estado, prestou depoimento no domingo e negou que tivesse matado a criança. Ele afirmou em seu depoimento que a menina estava andando de bicicleta na rua, quando se enrolou em fios e caiu. 

Segundo Mariano, após Lavínia ter desmaiado, ele a levou para casa. O suspeito disse que não havia ninguém na residência e encontrou a mãe da menina quando estava indo embora, depois de deixar a criança na

AE
Velório da menina morta no Paraná

Amigos e familiares vão ao velório de Lavínia

cama. De acordo com o delegado que investiga o caso, Rogério Martins de Castro, o suspeito não soube dar detalhes do acidente ou dizer se a Lavínia bateu a cabeça ao cair.  

A Secretaria de Segurança Pública do Paraná informou que o laudo preliminar sobre caso deve sair em dez dias. Ainda não há confirmação se a criança sofreu violência sexual.

Maura Rosa, mãe da criança, já foi ouvida. Segundo a polícia, apesar de negar ter cometido o crime, a investigação aponta Mariano como principal suspeito. O morador de rua foi transferido para o Centro de Triagem 2 de Piraquara, região metropolitana de Curitiba. 

O delegado também colheu o depoimento da pai da menina e, nesta segunda-feira, pretende ouvir vizinhos e moradores da região.

Casos parecidos

Recentemente, alguns casos semelhantes a esse têm sido registrados no Estado do Paraná. No último dia 5, o corpo da menina Rachel Maria

Reprodução

Foto da menina Rachel, de 9 anos, no Orkut

Lobo Genofre, de 9 anos, foi encontrado dentro de uma mala abandonada num local próximo à Rodoferroviária de Curitiba.

O laudo do IML indicou que a criança sofreu violência sexual e a morte ocorreu por asfixia. Rachel desapareceu dois dias antes de sua morte após sair da escola onde estudava, na capital paranaense.

A polícia do Paraná tinha como principal suspeito pelo crime o ex-presidiário e desenhista industrial Jorge Luiz Pedroso Cunha. De acordo com a Secretaria de Segurança Pública (SSP), ele teria confessado envolvimento em outro caso de pedofilia, ocorrido no litoral do Paraná, mas negado qualquer participação na morte de Rachel.

Um teste de DNA foi feito para comprovar a participação de Jorge Luiz no crime, mas o resultado deu negativo.

No último dia 10, a polícia do Paraná encontrou o corpo de uma menina de 8 anos abandonado no meio de um matagal em Castro, a cerca de 150 quilômetros de Curitiba. Segundo a polícia, a vítima apresentava sinais de violência sexual e estrangulamento.

A menina estava desaparecida desde a tarde do dia anterior, quando tinha saído para brincar e não retornou. O caso ainda não foi solucionado.

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