Polícia achou parede falsa na casa do dono do Grupo Opportunity

A Polícia Federal começou ontem a analisar os discos rígidos (HDs) e farta quantidade de CDs, DVDs e mídias eletrônicas recolhidos na residência do banqueiro Daniel Valente Dantas e escritórios ligados ao seu grupo, o Opportunity. A PF suspeita que o material contenha toda a trilha da corrupção atribuída à suposta organização criminosa que a Operação Satiagraha desarticulou, incluindo planilhas com dados sobre valores de propinas e nomes de autoridades e políticos que teriam sido beneficiados pelo empresário.

Agência Estado |

A perícia está sendo realizada pelo Instituto Nacional de Criminalística (INC). Peritos da Superintendência da PF em São Paulo participam da pesquisa que deve durar de 30 a 60 dias.

A maior parte dos CDs e HDs foi encontrada no apartamento do banqueiro, em Ipanema, no Rio. A análise preliminar do material recolhido pelos agentes da PF aponta a existência de listas com os nomes de supostos beneficiários do esquema de desvio de recursos públicos, lavagem de dinheiro e evasão de divisas.

Investigadores que atuam no caso revelaram que os CDs e DVDs estavam acondicionados em um saco plástico guardado no fundo falso de uma parede do imóvel.

O advogado criminal Nélio Machado, que defende Dantas, não se manifestou sobre a descoberta dos equipamentos.

Busca

A busca na residência do controlador do Grupo Opportunity ocorreu na manhã do dia 8, terça-feira da semana passada, quando a Satiagraha foi desencadeada. Os federais vasculharam 56 endereços no Rio, em São Paulo, na Bahia e no Distrito Federal.

Dantas e mais 16 investigados foram presos. O banqueiro foi libertado por ordem do ministro Gilmar Mendes, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), que estendeu o benefício ao investidor Naji Nahas, ao ex-prefeito de São Paulo Celso Pitta e a outros alvos da Satiagraha.

A ofensiva foi autorizada pelo juiz Fausto Martin De Sanctis, titular da 6ª Vara Criminal Federal de São Paulo, especializada em processos sobre crimes financeiros.

O magistrado deu sinal verde para a inspeção em escritórios e residências a partir de solicitação do delegado Protógenes Queiroz, chefe da missão.

Fausto De Sanctis considerou importante a busca diante do risco de sumiço de provas. Ele destacou que o desencadeamento da operação "poderá provocar o desaparecimento ou destruição de elementos de prova indispensáveis para a persecução penal". As informações são do O Estado de S. Paulo

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