Polícia acha corpos queimados de suspeitos em favela do Rio

RIO DE JANEIRO (Reuters) - Ao menos quatro corpos de supostos traficantes que teriam sido executados por chefes de uma facção criminosa do Rio de Janeiro foram encontrados pela polícia durante operação realizada nesta quarta-feira no Complexo do Alemão, informou a Secretaria de Segurança do Estado. Durante a ação policial, em que houve uma intensa troca de tiros dos agentes com traficantes, pelo menos dois suspeitos morreram e três policiais ficaram feridos, segundo a polícia.

Reuters |

'A informação que temos é que a ordem partiu de um comando superior', disse o secretário de segurança do Rio, José Mariano Beltrame, a jornalistas, referindo-se às mortes dos suspeitos no conjunto de favelas na zona norte da capital.

Beltrame afirmou que os corpos foram encontrados carbonizados no interior da favela e que ainda não foram identificados. 'Serão feitos exames de DNA para saber se são compatíveis', disse.

De acordo com a secretaria, informações do serviço de inteligência e do serviço de disque-denúncia da polícia apontaram que a ordem para a chacina teria partido de um presídio federal.

O traficante Marcio Nepomuceno, o Marcinho VP, que está detido no presídio de Catanduvas, no Paraná, seria um dos suspeitos de comandar a ação.

O também traficante Fernadinho Beira Mar, preso em Mato Grosso, também poderia estar por trás das mortes, segundo as investigações da polícia.

Para Beltrame, 'nenhuma hipótese pode ser descartada'.

Entre as vítimas da chacina no Complexo do Alemão estaria o traficante Antônio Ferreira, o Tota, que teria sido morto por desavenças com a cúpula da sua facção.

O criminoso, líder do tráfico de drogas no Alemão e um dos bandidos mais procurados do Estado, estaria tentando mudar de quadrilha, segundo informações obtidas pela polícia.

Cerca de 800 homens, entre eles as tropas de choque da Polícia Militar (Bope) e da Polícia Civil (Core), foram destacados para a ação no Alemão a partir do início da manhã desta quarta-feira.

Algumas escolas, postos de saúde e lojas da comunidade fecharam as portas e obras do PAC realizadas no complexo foram paralisadas por medida de segurança durante a operação policial.

(Reportagem de Rodrigo Viga Gaier; Edição de Pedro Fonseca)

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