Polêmico documentário sobre Polanski chega aos cinemas dos EUA

Los Angeles (EUA) - Um documentário sobre a polêmica fuga dos Estados Unidos do diretor franco-polonês Roman Polanski, acusado de violar uma menor, chega a algumas salas americanas após ter sido apresentado no festival de Sundance.

EFE |

"Roman Polanski: Wanted and Desired", dirigido por Marina Zenovich, chegou neste fim de semana a salas de Nova York e Pasadena (Califórnia). Espera-se que seja exibido por pelo menos uma semana, para que possa tentar uma indicação ao Oscar.

O cineasta foi detido em março de 1977, acusado de violar uma jovem de 13 anos na casa do ator Jack Nicholson, que estrelou "Chinatown", de Polanski, três anos antes.

Foi posto em liberdade pagando uma fiança de US$ 2,5 mil, mas em agosto do mesmo ano foi considerado culpado de ter mantido relações sexuais com a adolescente Samantha Gaimer.

O advogado da família da menina, Lawrence Silver, admitiu na ocasião que seus representados não queriam que ele cumprisse pena, apenas que admitisse sua culpa e entrasse em reabilitação. Mas no dia 1° de fevereiro de 1978, Polanski desapareceu dos EUA.

Desde então, existe contra ele uma ordem de detenção caso volte ao país, motivo pelo qual não participou da cerimônia do Oscar em 2003, quando ganhou o prêmio de Melhor Diretor por "O Pianista".

O documentário começa com uma entrevista feita com Polanski na qual ele admite gostar de mulheres jovens, algo que acredita compartilhar com a maioria dos homens.

A diretora americana posteriormente foca seu trabalho na chegada de Polanski a Hollywood no final dos anos 60, e mostra o sucesso e o reconhecimento que recebeu da indústria graças ao êxito de "O Bebê de Rosemary".

Além disso, não esconde outras polêmicas ao redor do cineasta, como o assassinato em 1969 de sua esposa, Sharon Tate, grávida de seu primeiro filho.

Tate foi morta pelos seguidores da seita de Charles Manson, lembrado como um dos crimes mais horrendos em Hollywood.

No entanto, Zenovich concentra seu documentário no caso da violação da menor, e para isso ouve o advogado de Polanski, a vítima, os policiais encarregados do caso, colegas do diretor e jornalistas que seguiram de perto o caso.

O documentário deixa entrever que pode ter ocorrido irregularidades no caso e que Polanski decidiu deixar o país por medo de não receber um julgamento justo.

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