Polêmica na Itália por homenagem a Israel na Feira do Livro de Turim

A Itália recebeu com uma onda de protestos a decisão de ter Israel como convidado de honra na Feira do Livro de Turim (norte). Várias personalidades, entre elas o intelectual muçulmano Tariq Ramadan, decidiram organizar na cidade um contra-evento dedicado às democracias ocidentais e a limpeza étnica da Palestina.

AFP |

O Salão do livro de Turim (8-12 maio), em seguida ao Salão do livro de Paris em março, consagrou sua 21a edição ao Estado de Israel por ocasião do 60º aniversário de criação.

Vários escritores, intelectuais e artistas assim como a associação "Free Palestine" decidiram protestar contra a escolha.

"Não se pode apoiar 60 anos de opressão do povo palestino", declarou Ramadan, cidadão suíço e neto de Hassan El Banna, fundador dos Irmãos Muçulmanos Egípcios.

No dia primeiro de maio passado, por ocasião das marchas do Dia Internacional do Trabalho, foram queimadas em Turim bandeiras de Israel e dos Estados Unidos, em ações condenadas como gesto de intolerância pela comunidade judaica.

Entre os escritores israelenses convidados a Turim que confirmaram presença estão David Grossman, Aharon Appelfeld, Amos Oz, Abraham B. Yehoshua.

Para o escritor israelense David Grossman "a cultura e o boicote são incompatíveis", segundo artigo que enviou ao jornal italiano La Repubblica.

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