Polanski fica proibido de apresentar recursos simultâneos à Justiça suíça

GENEBRA ¿ O cineasta franco-polonês Roman Polanski não poderá apresentar nenhum novo recurso caso tente reverter a decisão das autoridades suíças de mantê-lo preso, informou hoje o Ministério da Justiça da Suíça.

EFE |

Na semana passada, o Tribunal Penal Federal negou o pedido de liberdade condicional feito por Polanski, ao argumentar que existia risco de fuga e que a fiança oferecida ¿ uma casa de luxo ¿ não era válida.

Agora, o diretor de cinema tem duas opções: ou apresenta um segundo pedido de liberdade provisória oferecendo uma fiança válida, como um aval bancário, ou vai ao Tribunal Federal recorrer da decisão do Tribunal Penal Federal.

O porta-voz do Escritório Federal de Justiça, Folco Galli, assegurou hoje que, caso Polanski decida recorrer, só analisará um segundo pedido de liberdade provisória depois da decisão sobre o primeiro recurso.

Galli disse que este é o procedimento geral. Por sua vez, o advogado suíço do diretor, Lorenz Erni, não se pronunciou sobre os próximos passos que pretende dar. Na semana passada, os EUA pediram formalmente a extradição de Polanski.

Segundo o próprio Galli, caso seja extraditado e condenado, o diretor corre o risco de passar dois anos preso por ter mantido relações sexuais com uma menor de 13 anos, em 1977.

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