GSTAAD, Suíça (Reuters) - O diretor de cinema Roman Polanski foi libertado sob fiança na sexta-feira e transferido para prisão domiciliar, disseram as autoridades, após ser preso depois de fugir dos EUA para evitar ser sentenciado por ter mantido relações sexuais ilegais com uma menina de 13 anos em 1977. Um cordão de isolamento policial manteve cerca de 200 jornalistas aguardando a certa distância, sob frio intenso, a chegada de Polanski a seu chalé de luxo na sofisticada estação de esqui suíça de Gstaad.

"Roman Polanski foi libertado da prisão hoje enquanto aguarda decisão sobre seu pedido de extradição e foi transferido para Gstaad, onde está sob prisão domiciliar em seu chalé. Polanski se comprometeu a não deixar sua casa em qualquer momento", disse o governo suíço em comunicado à imprensa.

O cineasta de 76 anos, ganhador de Oscar e que tem cidadania dupla, francesa e polonesa, foi preso a pedido dos Estados Unidos quando desembarcou na Suíça em 26 de setembro para receber um prêmio pelo conjunto de sua obra de um festival de cinema.

Polanski se confessou culpado de ter feito sexo com a menina, mas fugiu dos Estados Unidos na véspera de receber sua sentença, em 1978, porque acreditava que um juiz pudesse passar por cima do acordo judicial pelo qual se confessara culpado e sentenciá-lo a 50 anos de prisão.

Seus filmes incluem "O Pianista", de 2002, pelo qual recebeu um Oscar, "Oliver Twist", "O Bebê de Rosemary", "A Dança dos Vampiros", "Repulsa ao Sexo" e "A Faca na Água".

(Reportagem de Catherine Bosley)

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