Podem ocorrer outras denúncias contra Dantas, diz juiz

SÃO PAULO - O procurador do Ministério Público Federal (MPF) em São Paulo, Rodrigo De Grandis, disse nesta quarta-feira que outras denúncias poderão ser oferecidas em breve contra Daniel Dantas, pela prática de crimes como formação de quadrilha, lavagem de dinheiro e gestão fraudulenta.

Redação com Agência Estado |


AE
Para De Grandis, investigação está no começo
"As investigações envolvendo o senhor Daniel Dantas estão apenas no início. A decisão da conclusão deste caso é uma prerrogativa do MPF", afirmou o procurador, num contraponto às afirmações do ministro da Justiça, Tarso Genro, de que as investigações já estariam quase no fim.

Segundo o procurador, é o MPF que oferece denúncia à Justiça nos casos investigados pela PF. E a denúncia é a conclusão da investigação. "Temos muitas informações a apurar e o nosso trabalho deve se prolongar por um período de tempo que ainda não podemos especificar", disse De Grandis.

O procurador revelou que Daniel Dantas sabia de todos os passos realizados por Humberto Braz e Chicaroni para subornar o delegado da PF. Ele citou as escutas e disse: "Além disso, Chicaroni prestou depoimento à PF e confessou que teve participação no processo de corrupção ativa do delegado, a mando de Daniel Dantas", comentou.

O procurador afirmou que não poderia revelar o teor dos diálogos entre Dantas e Braz por causa do segredo de Justiça. O procurador destacou que pode pedir nova prisão preventiva de Daniel Dantas, caso seja necessário para garantir a ordem pública. Contudo, ele ressaltou que, por enquanto, avalia que não há tal necessidade.

Junto com a denúncia enviada ao juiz da 6º Vara Fausto Martin de Sanctis, o procurador De Grandis solicitou abertura de inquérito policial para investigar se o advogado Wilson Mirza Abraham e a irmã de Daniel Dantas, Verônica Dantas, também participaram de crime de corrupção ativa.

Retorno de delegado

Mais cedo, De Grandis encaminhou ao diretor-geral da PF, Luiz Fernando Corrêa, pedindo que Queiroz volte a conduzir o inquérito.

Em nota divulgada nesta quarta, o procurador e a procuradora Anamara Osório Silva lamentam a saída da equipe do delegado Protógenes do inquérito e avaliam que o afastamento dele e de sua equipe poderá comprometer "inquestionavelmente" a eficiência administrativa dessas investigações."


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