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Pobreza diminui no Brasil, mas patamar ainda é elevado, mostra IBGE

RIO DE JANEIRO - O nível de pobreza no Brasil caiu entre 1997 e 2007, mas continua em um patamar elevado, de acordo com levantamento feito pelo Insituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE) divulgado nesta quarta-feira. http://images.ig.com.br/publicador/ultimosegundo/arquivos/cdocuments_and_settingscsouzameus_documentossintindicadoressociais2008_2.pdf target=_topVeja a pesquisa na íntegra http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/2008/09/24/envelhecimento_populacional_esta_em_curso_no_brasil_diz_ibge_1934740.html target=_topVeja um resumo dos principais dados apresentados pelo IBGE

Reuters |

De acordo com a Síntese dos Indicadores Sociais do IBGE, elaborada com base na Pesquisa Nacional de Amostras por Domicílio (Pnad), a queda na pobreza pode ser verificada pela redução na proporção de brasileiros que viviam em 2007 com rendimento familiar de até meio salário mínimo per capita.

Em 1997, 31,6% das famílias viviam com até meio salário mínimo per capita ao mês, ao passo que em 2007 essa proporção caiu para 23,5%.

Para o presidente do IBGE, Eduardo Nunes, a redução da pobreza reflete a conjunção de vários fatores como o crescimento da economia, a maior formalização do emprego e os programas de transferência de renda, como o Bolsa Família. "Mas o número de famílias em condições de pobreza ainda é muito expressivo para a riqueza do País", afirmou Nunes.

O levantamento do IBGE mostrou a existência de um número relevante de famílias no País chefiadas por idosos. De 1997 até o ano passado subiu de 47,2% para 53% o número de domicílios onde os idosos detêm mais da metade da renda total.

No Nordeste, esse percentual chegou a 63,5%, ante 59,8% em 1997. "O idoso tem um papel de destaque no Brasil. A renda dele tem conexão direta com o salário mínimo, que influencia os benefícios de aposentados", afirmou Ana Lúcia Saboia, coordenadora da pesquisa.

O Brasil tinha no ano passado 19,9 milhões de idosos, o equivalente a 10,5% da população nacional. Segundo o IBGE, entre 1997 e 2007, a população brasileira cresceu 21,6% sendo que no mesmo período o contigente de idosos aumentou 47,8%.

A taxa de natalidade, que foi de 2,5 filhos por mulher em 1997, caiu para 1,9 filho no ano passado. A esperança de vida cresceu 3,4 anos ao longo da década pesquisada e atingiu 72,7 anos em 2007.

Analfabetos na escola

Embora a escolarização tenha avançado ao longo destes dez anos, a qualidade do ensino pode ser questionada no Brasil. A taxa de frequência escolar de jovens entre 7 a 14 anos estava em 97,6% no ano passado, mas boa parte era analfabeta.

Dos 28,3 milhões de jovens nessa faixa etária, 2,1 milhões frequentavam uma escola, mas não sabiam ler e escrever. Desse total, 1,2 milhão de jovens viviam no Nordeste.

"A qualidade do ensino fundamental ainda deixa a desejar quando se vê que mais de 2 milhões não sabem ler e escrever... É algo muito significativo", afirmou a coordenadora da pesquisa.

O Brasil tinha no ano passado 14,1 milhões de analfabetos sendo que 52% estavam no Nordeste. Em 10 anos, o analfabetismo caiu 30% no País, de acordo com o IBGE.

Apesar das políticas de acesso adotadas pelo governo, a pesquisa do IBGE revelou que a distância entre brancos e negros e pardos com formação superior aumentou ao longo destes dez anos.

Em 1997, 9,6% de brancos tinham nível superior completo, patamar que foi elevado para 13,4% no ano passado. Ao mesmo tempo, o percentual de negros e pardos com terceiro grau completou passou de 2,2% para 4%.

"O hiato aumentou mostrando que após uma década a composição racial das pessoas que completaram o nível superior permanece inalterada ou até mais inadequada", afirmou o IBGE.

Segundo o pesquisador José Luís Petrucelli, a política de cotas para negros nas universidades foi adotada por 60 entididades públicas do País, mas o aumento de universitários no Brasil se dá por meio das escolas privadas, onde o acesso de negros e pardos é menor e mais difícil.

De acordo com o levantamento, os brancos representam 25% do estrato dos 10% mais pobres do Brasil, ao passo que somam 86% da parcela de 1% mais rica do País. Por outro lado, os negros e pardos respondem por 74% dos mais pobres e 12% dos mais ricos.

Veja outros dados do estudo do IBGE:

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