Era lactose, simplesmente açúcar de leite, o pó branco encontrado ontem no 3º andar do Supremo Tribunal Federal (STF), que causou grande alvoroço diante da suspeita de que se tratava de algum produto tóxico ou atentado contra algum ministro. A constatação que o produto é inofensivo é do laudo preliminar do Instituto Nacional de Criminalística, que analisa uma amostra do pó branco para emitir laudo definitivo nos próximos dias. A informação consta de nota oficial divulgada nesta sexta-feira pela Polícia Federal (PF).

"Foi feita a coleta do material que, ao ser submetido à análise pelos peritos criminais federais, apurou tratar-se de lactose (açúcar do leite), produto sem toxicidade", informa a nota da PF.

A corporação afirmou ainda que abriu investigação com "prioridade máxima" no sentido de identificar o responsável pelo envio da correspondência.

No final da tarde de quinta, uma carta anônima endereçada ao presidente do Supremo, ministro Gilmar Mendes, foi aberta e um pó suspeito foi sugado pelo ar condicionado do prédio causando temor entre os funcionários.

Gilmar Mendes não estava mais no local, pois tinha viajado para o Maranhão. Cerca de 45 minutos antes da abertura da carta, um telefonema anônimo ao STF informou que uma bomba iria estourar no prédio anexo.

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