Pnad: número de mulheres chefes de família cresce em 19 Estados

Mulheres como referência de família cresce 3% em todo o País

Chris Bertelli, iG São Paulo |

Maquiagem e salto alto fazem parte da descrição do chefe de família em 19 dos 27 Estados brasileiros. Segundo dados do Programa Nacional de Amostragem por Domicílios (Pnad), do IBGE, divulgados nesta quarta-feira, no Rio de Janeiro, as mulheres já estão à frente de quase 22 milhões de residências. 

O número de homens apontados na pesquisa como “referência da família” subiu 1,8% enquanto o de mulheres cresceu 3%, em comparação com 2008. Se considerarmos os números consolidados nos últimos 10 anos, a taxa feminina sobe para 81%. Para eles, no mesmo período, o índice é de apenas 15%. 

Os Estados que apresentaram maiores altas estão localizados no Norte e no Centro-oeste do País. Tocantins (24,7%) encabeça a classificação, seguido do Amapá (20%) e Mato Grosso (17%). Os menores índices foram registrados no Distrito Federal (1,6%), Piauí (3,1%) e Rio Grande do Sul (3,3%). Completam a lista, Paraíba (3,5%), Amazonas (3,6%), Sergipe (4,4%), Paraná (5%), Ceará (5,7%), Minas Gerais (7%), Alagoas (11,5%), Espírito Santo (14%), Pará (15%) e São Paulo (16%) e Rondônia (12,7%).

Marcos Veiga/iG
Pnad

Dados dos governos estaduais confirmam a pesquisa. Em Minas Gerais, por exemplo, 36.548 pessoas se inscreveram no programa Lares Gerais, de habitação popular, no ano passado. Desse total, 16% são mulheres.

Número de pessoas na família
Chefiadas por eles ou elas, há um dado que não traz uma modificação pelo segundo ano consecutivo: a quantidade de pessoas em uma família. Em 2009, assim como em 2008, esse número é de 3,1, o que reforça a percepção de uma estrutura familiar mais enxuta com marido, mulher e apenas um filho. Por regiões, é possível notar uma queda de 0,1% no Norte, Nordeste e Centro-Oeste, mantendo-se no Sul e no Sudeste. A maior queda foi registrada no Amazonas (7%) e no Maranhão (5%).

A Pnad pela primeira vez abordou o estado civil dos brasileiros. A pesquisa apontou que há mais casados do que solteiros e viúvos, no balanço entre todas as faixas etárias a partir de 15 anos (link para matéria)

Esse novo estilo de núcleo familiar gerou também uma modificação no modo de moradia, tendência essa que vem sendo confirmada ano após ano. O número de residências com duas ou três pessoas aumentou, respectivamente, 0,4 e 0,3 pontos percentuais, o equivalente a 866 mil novos moradores nessas condições.

Em contrapartida, casas com cinco, seis ou oito pessoas têm se tornado cada vez mais incomum. A quantidade de domicílios com cinco ou oito habitantes caiu 0,2 pontos percentuais, com seis houve redução de 0,1 ponto percentual.

O Pnad levantou também o acesso a bens de consumo como geladeira, televisão, DVD, telefone celular e computador, além do acesso à internet. De acordo com os dados, 20,3 milhões de domicílios possuem computador, sendo 16 milhões com conexão com a internet, um aumento de 112% no número de internautas.

O celular também figura na lista de consumo: 57% da população brasileira possui pelo menos um aparelho e o Sudeste aparece em terceiro lugar entre as regiões com maior proporção entre pessoas com celulares. 

Casa própria

De 2008 para 2009, de acordo com o levantamento, foi criado 1 milhão de novas residências. Embora a meta do governo com o programa “Minha Casa, Minha Vida” (em que foram investidos R$ 34 milhões em moradias populares) tenha sido alcançada, o déficit habitacional subiu de 4,4% para 5,9%. Segundo o último levantamento, ainda faltam mais de 3,7 milhões de casas.

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