Os policiais militares de Alagoas iniciaram hoje pela manhã um protesto de 24 horas contra o que chamam de descaso do governo do Estado com a segurança pública. Além disso, eles reivindicam reajuste salarial e implantação da data base dos últimos três anos - 2006, 2007 e 2008.

De acordo com as lideranças das Associações de Classe dos Militares, eles brigam ainda por uma restituição de 7% residuais. Em nota, os militares informam que tentaram um diálogo com o governo do Estado de Alagoas para negociar as reivindicações, mas não houve êxito.

Durante o protesto, os militares doarão sangue em uma unidade móvel do Hemocentro de Alagoas, na região central de Maceió. Segundo as lideranças do movimento, cerca de 5 mil policiais deverão participar da manifestação. Para evitar punição, eles estão doando sangue à população e cruzando os braços, sem comparecerem aos quartéis. Os PMs chegam de casa, passam por um exame rápido e doam o sangue. Depois de doarem o sangue, ficam na praça.

À tarde, eles pretendem sair em caminhada até a Assembleia Legislativa, onde uma comissão deve ser recebida por lideranças partidárias ou pela Mesa Diretora da Casa. Os policiais pedem à população que só saia de casa em último caso, para evitar assaltos e outros crimes. O presidente da Associação dos Oficiais Militares de Alagoas (Assomal), major PM Fragoso, disse que o protesto serve também para denunciar o sangue dos policiais derramado pelos bandidos. "Estamos cansados de ver policiais mortos e também de ver o governo sugando nosso sangue", afirmou.

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