Quarenta policiais militares (PMs) de seis Estados participaram hoje de treinamento para o uso de armamentos não-letais na sede da empresa Condor, que pretende vender equipamentos para a polícia do governo fluminense. Seis policiais do Batalhão de Operações Especiais (Bope) da PM do Rio simularam o resgate de dois reféns seqüestrados em uma favela cenográfica montada no campo de testes da Condor, numa área rural do município de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense.

"É bom para desmistificar a idéia de que o Bope é uma tropa altamente letal. A tropa está se qualificando", disse o tenente do Bope Marcelo Corbage.

Além dos PMs, também participaram do treinamento fuzileiros navais e agentes penitenciários. A Condor forneceu armamentos não-letais para a polícia durante os Jogos Pan-Americanos e agora pretende vender um lote para o governo do Estado. O comandante do Batalhão de Choque da PM, coronel Carlos Milagres, deu entrevista usando um boné da empresa.

Segundo ele, há uma orientação do comando da PM para que o batalhão crie uma "doutrina" que será aplicada em toda a corporação para o uso de armamentos não-letais. "Dentro do conceito de uso progressivo da força, o uso de armas não-letais é fundamental", disse Milagres. Indagado se há resistência quanto ao uso desse tipo de equipamento, ele declarou: "Não. O que há, hoje, é desconhecimento."

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