PMs acusados de morte de jornalista depõem em SP

Quatro policiais militares e um comerciante, presos preventivamente sob a acusação de participações na morte do jornalista Luiz Carlos Barbon Filho, ocorrido em maio de 2007, prestaram depoimento hoje à Justiça de Porto Ferreira, na região de Ribeirão Preto. Barbon ficou famoso em 2003 ao denunciar esquema de aliciamento de menores na cidade que envolvia até vereadores.

Agência Estado |

Um forte esquema de segurança foi montado ao redor do Fórum para evitar tumultos. Os cinco acusados respondem processo por homicídio, tentativa de homicídio e formação de quadrilha.

Os PMs Adélcio Carlos Avelino (capitão), Edson Luís Ronceiro (sargento) e Valnei Bertoni e Paulo César Ronceiro (soldados) foram presos no início de março, assim como o comerciante Carlos Alberto da Costa, primo de Avelino - suspeito de ser o mentor do crime - e suposto dono da espingarda calibre 12 usada no crime contra Barbon, em 5 de maio de 2007, num bar. Barbon foi atingido com dois tiros.

A Polícia Civil e os promotores do Grupo de Atuação Especial Regional para Prevenção e Repressão ao Crime Organizado (Gaerco), de Campinas, continuam investigando o caso, inclusive se há a participação de outras pessoas no crime. Na saída do depoimento, o advogado Márcio Ribeiro de Freitas, que defende Costa, negou a participação de seu cliente no crime contra Barbon, atribuindo o ato a traficantes de um bairro da cidade, que teriam ligação com a facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC). Segundo ele, Barbon faria denúncia contra os traficantes.

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