PMDB quer presidir Câmara e Senado, comunica Renan

BRASÍLIA - O primeiro vice-presidente do Senado, Tião Viana (PT-AC), procurou o senador Renan Calheiros (PMDB-AL) para saber se é verdade que o peemedebista vetará sua candidatura à presidência da Casa no ano que vem.

Agência Estado |

Renan negou que haja um veto pessoal, mas comunicou-lhe que já está trabalhando para que o PMDB continue comandando o Senado em 2009 e 2010, independentemente de a presidência da Câmara ficar com outro peemedebista, o presidente nacional do partido, deputado Michel Temer (SP).

Na conversa reservada que os dois tiveram na terça-feira, Renan deixou claro ser essa sua posição individual e não da bancada. Insistiu que não trabalha contra ele, mas em defesa de o PMDB presidir o Congresso na condição de maior bancada no Senado. Antes mesmo de ouvir Renan, Tião já havia identificado a movimentação de peemedebistas em favor da candidatura própria. Em suas articulações de bastidor, o petista tem alertado que o cenário de disputa entre os dois partidos na sucessão do Senado é iminente.

Não foi o que a cúpula do PMDB disse ao presidente Luiz Inácio Lula Silva há duas semanas, em jantar no Palácio da Alvorada. A recepção ocorreu 12 horas depois do lançamento oficial da candidatura de Temer, cerimônia em que esteve presente toda a cúpula do partido no Senado, inclusive Renan e o senador José Sarney (AP). Na ocasião, o presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (SP), reafirmou o acordo em que o PT prometeu apoiar o peemedebista na sucessão da Casa, ao mesmo tempo em que todos declararam que a prioridade do PMDB é a eleição de Temer.

Quando Lula ponderou a inconveniência de o PMDB dirigir as duas Casas diante de uma base governista ampla, com 14 partidos, os peemedebistas não contestaram. Indagado se gostaria de ocupar o cargo na condição excepcional de representante da instituição, Sarney disse que não tem interesse em voltar ao posto de presidente. Renan, por sua vez, negou que fizesse restrição ao nome de Tião. E ninguém falou em candidatura própria. As informações são do jornal "O Estado de S. Paulo".

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