PMDB quer acelerar negociação em torno de aliança para disputa presidencial

BRASÍLIA - O PMDB decidiu acelerar o processo de negociação com o governo em torno da aliança para a disputa presidencial de 2010. A cúpula peemedebista espera que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva decida até a semana que vem se o partido ocupará mesmo a vice-presidência na chapa do candidato apoiado pelo governo.

Redação com agências |

AE
Cúpula do PMDB se reúne na casa do líder do partido, Henrique Eduardo Alves

A ideia com a decisão de apressar o processo de diálogo é estancar as eventuais dissidências peemedebistas nos Estados. Após o jantar, que terminou no fim da noite de terça-feira, com a participação dos principais nomes do PMDB, como os presidentes do Senado, José Sarney (AP), e da Câmara, Michel Temer (SP, o líder do partido na Câmara, Henrique Eduardo Alves (RN), disse que o pré-noivado deve ser firmado logo.

Vamos acelerar o processo de pré-parceria como forma de distensionar as questões estaduais, disse. "Se participamos do governo, se o governo é bem avaliado com a nossa participação, queremos continuar para avançar", argumentou o líder. "Somos o maior partido a apresentar apoio ao governo e queremos participar qualitativamente do governo", disse.

Para Alves, o presidente licenciado do partido, Michel Temer, é o candidato mais forte para representar a legenda numa eventual parceria com o PT. Outra possibilidade, segundo ele, seria o ministro das Comunicações, Hélio Costa, caso o PSDB decida formar uma chapa pura, com os governadores José Serra (SP) e Aécio Neves (MG).

Eleições estaduais

Nos Estados em que a situação é mais complicada, como o Pará e a Bahia, Alves afirmou que o partido deve mesmo seguir com a ideia de montar dois palanques.

Os peemedebistas esperam, agora, que a presidente Lula, que chega nesta quarta-feira de viagem ao exterior, converse com as lideranças do PT para que haja o anúncio do acordo na semana que vem.

Além de Temer e Sarney, participaram do jantar vários ministros. Em viagem ao exterior, o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, o mais novo integrante do primeiro escalão do governo filiado no PMDB, não esteve presente.

(*com informações das agências Brasil e Estado)

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