BRASÍLIA - O PMDB oficializou sua candidatura à presidência do Senado, na tarde desta quarta-feira, numa reunião com a presença de 20 senadores. Apesar do ato, o líder do partido, Valdir Raupp (GO), disse que o nome para concorrer à sucessão de Garibaldi Alves (PMDB-RN) não foi definido.

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Questionado sobre nomes para a disputa, Raupp citou os senadores José Sarney (AP), Roseana Sarney (MA) e Pedro Simon (RS) como "bons" candidatos. Simon, porém, já adiantou que abancada não vai lhe escolher e se mostrou animado com a possível candidatura de Sarney. 

"O Sarney não falou nem que seria nem que não seria candidato, por isso, se a bancada o escolher, ele vai aceitar", disse.

Até a semana passada, Sarney era um nome de consenso na bancada do PMDB. Ele teria se recolhido das articulações supostamente após um pedido do presidente Lula para que apoiasse Tião Viana (PT). Com a decisão do PMDB, seu nome volta a ganhar força. Além de Sarney, a bancada também trabalha com a possibilidade de trazer de volta para o Senado o ministro das Comunicações, Hélio Costa (MG), e fazê-lo o candidato da legenda.

Com o lançamento da candidatura própria, a sigla entra em choque com o aliado PT, que concorre à vaga com Tião Viana (PT-AC). Além disso, a candidatura do PMDB atrapalha os planos do deputado Michel Temer (PMDB-SP), que disputa a presidência da Câmara dos Deputados.

O PT, que conta a segunda maior bancada na Câmara, teria garantido apoio a Temer desde que os peemedebistas do Senado apoiassem Viana.

Sobre o desacordo com o PT, Raupp disse que, tal como Viana, o PMDB também tem direito a lançar uma candidatura. "Além de termos a maior bancada do Senado também fomos o partido mais votado na última eleição", disse. 

Raupp minimizou o prejuízo que os senadores causaram à candidatura de Temer. "É praxe nas duas Casas (Câmara e Senado) a maior bancada ter a presidência. Na última [que elegeu o petista Arlindo Chinaglia (SP)] o PMDB da Câmara abriu mão", afirmou.

O senador Almeida Lima (PMDB-SE) foi um pouco mais contundente em relação a Temer, e disse que o partido no Senado não deve se preocupar com uma disputa que não seja a sua. "Não tem nada a ver com o Michel, ele é deputado", destacou.

Sobre o problema de não lançar um nome para a disputa, uma vez que o adversário PT já o fez com Viana, Raupp disse que o processo acontece por partes. E que há tempo para o partido trabalhar a escolha, visto que a eleição para a presidência acontece no dia 1º de fevereiro. 

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