PMDB indicaTemer à presidência da Câmara e prega unidade

BRASÍLIA - O PMDB indicou na tarde desta quarta-feira a candidatura do deputado Michel Temer (SP) à presidência da Câmara. Num discurso pregando a unidade das bancadas da Câmara e do Senado, a sigla reuniu os líderes das duas casas e seus ministros para o evento. Por ser a maior bancada do Congresso, o partido teria direito à presidência da Câmara e do Senado, mas, num acordo com o PT, deve existir a divisão.

Severino Motta - Último Segundo/Santafé Idéias |

Acordo Ortográfico Pelo acordo fechado no início da atual legislatura, ficou acertado que nos dois primeiros anos o comando da Câmara ficaria com o PT, com Arlindo Chinaglia (SP), e o Senado com o PMDB, que teve Renan Calheiros (RN) e após a renúncia, Garibaldi Alves (RN). Para o próximo mandato, de 2009 a 2010, haveria a inversão. As eleições na Câmara ocorrem no início do novo ano legislativo, provavelmente no mês de fevereiro de 2009.

No lançamento da candidatura de Temer, o discurso da união do partido foi personificado pela presença dos senadores José Sarney (MA), Renan Calheiros, pelo líder do governo Romero Jucá (PMDB-RR), pelo líder da bancada, Valdir Raupp (RO), Roseana Sarney (MA) e de quebra contou com a presença do candidato a prefeito de Belo Horizonte, Leonardo Quintão. 

Não o bastante os ministros Edison Lobão, Geddel Viera Lima e José Gomes Temporão também compareceram ao evento, além do presidente da Câmara Arlindo Chinaglia. Na ocasião, somente a deputada Rita Camata (ES) destoou do discurso da unidade. 

Ela criticou uma suposta falta de democracia na sigla. De acordo com ela, não existiu um processo de eleição para a escolha do candidato, mas sim uma imposição do partido para o nome de Temer. 

Ela alegou que uma lista foi passada para constranger aqueles que não apoiassem Michel e, no que seria a primeira reunião para discutir a candidatura, os deputados já chegaram com o nome de Temer como candidato. 

Também era esperada a presença do primeiro-secretário da Câmara, deputado Osmar Serraglio (PR), um dos únicos a não comparecer ao evento. Ele criticou, há cerca de um mês, a lista de apoio a Temer e mostrou interesse em se candidatar à presidência da Câmara. Nos bastidores a expectativa é que ele se lance como candidato avulso, possibilidade criticada de antemão pelos presentes no evento. 

O líder do partido na Câmara, Henrique Alves (RN), disse que na reunião desta tarde compareceram 94 dos 96 deputados do PMDB, o que acabaria com a idéia de falta de democracia na escolha do candidato. "Nessa reunião de hoje qualquer um pode lançar seu nome e resolveremos no voto", disse. 

A posição foi pactuada por Romero Jucá, que comentou: "Esse é mais um passo na materialização da unidade do PMDB". E foi completado por Sarney: "Por algum tempo nossa sigla era falada com pausa. PM...DB. Agora não. É uma sigla só. Junta", pontuou.

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