PMDB e bloco de apoio ao governo definem representantes na CPI da Petrobras

BRASÍLIA - O líder do PMDB no Senado, Renan Calheiros (Al), definiu nesta terça-feira os nomes dos representantes do partido na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Petrobras. Foram indicados os senadores Romero Jucá (RR), líder do governo na Casa, Paulo Duque (RJ) e Leomar Quitanilha (TO). Para suplentes: Valdir Raupp (RO) e Almeida Lima (SE)

Redação com Agência Brasil |

Os partidos que compõem o bloco de apoio ao governo no Senado também já indicaram os seus integrantes na CPI da Petrobras, segundo informou a assessoria do senador Aloizio Mercadante, líder do bloco de apoio ao governo. Os nomes, no entanto, ainda não foram protocolados na Secretaria Geral da Casa.

Pelo PT, os senadores João Pedro (AM) e Ideli Salvatti (SC), que também é líder do governo no Congresso. O PCdoB indicou o senador Inácio Arruda (CE). Como suplentes: Delcídio Amaral (PT-MS) e Marcelo Crivella (PRB-RJ).

Mais cedo, PDT e PTB já haviam oficializado seus representantes: Jeferson Praia (AM) e o ex-presidente Fernando Collor (AL), respectivamente.

Os partidos de oposição decidiram deixar para esta quarta (27) pela manhã a entrega do requerimento oficializando as indicações das legendas para compor a CPI da Petrobras. Eles entendem que o prazo para entrega dos nomes pode ocorrer antes da próxima sessão, que ocorrerá na parte da tarde. A Secretaria Geral da Casa já se pronunciou que receberá os requerimentos normalmente pela manhã.

Como já havia sido sinalizado durante a semana passada, Tucanos e Democratas mantiveram o acordo para que o PSDB ficasse com dois titulares e o DEM com um. Os indicados do bloco da oposição são: Álvaro Dias (PSDB-PR), Sérgio Guerra (PSDB-PE) e Antonio Carlos Magalhães Junior (DEM-BA), como titulares. Os senadores Tasso Jereissati (PSDB-CE) e Heráclito Fortes (DEM-PI) ficaram como suplentes.

A decisão sobre quem ocupará a relatoria e a presidência da CPI ficou para os próximos dias. Governistas e oposição ainda não chegaram a um acordo sobre o compartilhamento de vagas no comando da comissão.

Entenda a CPI

A CPI criada para investigar irregularidades na Petrobras contou com o apoio de 30 senadores, três a mais que o número mínimo necessário para a criação de uma Comissão de Inquérito. O autor do pedido é o senador tucano Álvaro Dias (PSDB-PR).

Em seu requerimento, Álvaro destaca os seguintes pontos a serem investigados:

  • Indícios de fraudes nas licitações para reforma de plataformas de exploração de petróleo apontados pela operação Águas Profundas da Polícia Federal;
  • Graves irregularidades nos contratos de construção de plataformas, apontados pelo Tribunal de Contas da União;
  • Indícios de superfaturamento na construção da refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco, apontados por relatório do Tribunal de Contas da União;
  • Denúncias de desvios de dinheiro dos royalties do petróleo, apontados pela operação Royalties, da Polícia Federal;
  • Denúncias de fraudes do Ministério Público Federal envolvendo pagamentos, acordos e indenizações feitos pela ANP a usineiros;
  • Denúncias de uso de artifícios contábeis que resultaram em redução do recolhimento de impostos e contribuições no valor de R$ 4,3 bilhões;
  • Denúncias de irregularidades no uso de verbas de patrocínio da estatal.


A CPI vai ter 180 dias para realizar seus trabalhos, podendo ser prorrogada por igual período. 

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