PMDB do Pará denuncia desembargador ao CNJ

A direção nacional do PMDB denunciou ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) o que classifica de irregularidade administrativa que teria sido praticada pelo presidente do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Pará, desembargador João Maroja, acusando-o de interferir no caso que envolve a cassação do prefeito de Belém, Duciomar Costa (PTB). Depois de ter alegado suspeição em dois processos contra Costa, pelo fato de seu filho, Leonardo Maroja, atuar como procurador-chefe da prefeitura, o desembargador, segundo o PMDB, decidiu manter como relator do processo de exceção o mesmo juiz, José Maria do Rosário, que havia concedido na semana passada liminar para manter Costa no cargo.

Agência Estado |

Rosário suspendeu no dia seguinte os efeitos da sentença de outro juiz, Sérgio Lima, que cassou o prefeito, determinando a posse do segundo colocado na eleição, o ex-deputado federal José Priante (PMDB). Costa continua na prefeitura, amparado por liminar em ação cautelar concedida por Rosário. Priante tomou posse no dia 7 passado na Câmara Municipal, praticamente na mesma hora da liminar em favor de Costa.

Além de pedir que o CNJ suspenda a distribuição da medida cautelar e da exceção de incompetência, o PMDB nacional quer que seja também verificado os critérios de distribuição de processos no TRE.

Maroja demonstrou surpresa com a denúncia. "Não atuei na distribuição desse processo e ele nem passou pela minha mão", reagiu o presidente do TRE. Para ele, o PMDB está "criando um factoide" com seu nome.

Perguntado sobre o fato de ter um filho atuando como chefe da procuradoria do prefeito cassado, Maroja foi taxativo: "meu filho não é empregado do Duciomar Costa, ele é do município".

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