PMDB define hoje data da convenção nacional

SÃO PAULO - Embora o próprio site do partido já divulgue na agenda o dia 6 de fevereiro como a data da convenção do PMDB, a executiva nacional da legenda se reúne hoje pela tarde para definir o dia do encontro que elegerá o novo diretório nacional. A antecipação da data, marcada inicialmente para 6 de março, tem sido defendida por lideranças próximas ao presidente da Câmara, Michel Temer (SP), também presidente licenciado do partido. A intenção é reconduzir Temer à presidência do PMDB e ainda firmar seu nome como vice na chapa a ser formada com o PT para as eleições presidenciais de outubro.

Valor Online |

No entanto, há no partido quem defenda a convenção para março. O governador de Santa Catarina, Luiz Henrique, chegou a ameaçar recorrer à Justiça contra a antecipação. A decisão oficial deve sair da reunião da executiva marcada para hoje, às 15 horas.

Luiz Henrique faz parte da ala contrária à aliança com o PT em torno na candidatura da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, para a sucessão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Desse grupo também faz parte o presidente do PMDB paulista, Orestes Quércia, que defende a aliança do partido com os tucanos para eleger o governador de São Paulo, José Serra. Há ainda os favoráveis a uma candidatura encabeçada pelo PMDB.

Quércia afirma contabilizar apoio dos dirigentes do PMDB de São Paulo, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Mato Grosso do Sul, Pernambuco e Acre para a manutenção da convenção em março.

Além de resistências internas do PMDB, a aliança com o PT terá que enfrentar outros embates como a da própria relação com os membros petistas. No final do ano passado, Lula chegou a sugerir uma lista tríplice com nomes de peemedebistas para vice na chapa presidencial.

A declaração foi recebida com constrangimento por Temer, que já havia se colocado como opção para vice. Nesta semana, lideranças do PT voltaram a apresentar resistências ao nome de Temer e a defender a lista tríplice.

Nos bastidores, se fala nos nomes do ministro das Comunicações, Hélio Costa, e do presidente do Banco Central (BC), Henrique Meirelles.

(Agência Brasil)

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