PMDB conta com terceira via para a presidência da Assembléia Legislativa da Bahia

SALVADOR - A disputa pela presidência da Assembléia Legislativa da Bahia, prevista para acontecer somente em fevereiro de 2009, mas que já está tirando o sono de muita gente, tende a ter uma reviravolta ainda maior e, conseqüentemente, gerar mais problemas do que o esperado para o governador Jaques Wagner (PT).

Agência Nordeste |

A novidade fica por conta de o PMDB, como forma de aglutinar ainda mais apoio e tentar derrubar a candidatura do atual presidente, o tucano Marcelo Nilo ¿ tido, até então, como o preferido de Wagner ¿, já estar estudando, além de Arthur Maia e Luciano Simões, que já lançaram seus nomes ao páreo, uma terceira via, que tenha a simpatia do governador, para lançar como candidato. Todas as apostas, segundo circulam nos bastidores, recaem sobre o deputado Leur Lomanto Jr, que, pelo menos por enquanto, prefere não se manifestar sobre o assunto.

Por tabela, o que promete acirrar ainda mais os ânimos na base governista, o comunista Edson Pimenta reiterou o seu desejo de participar do embate e afirma poder contar também com o apoio de Wagner. Enquanto isso, o PT teria agendado para hoje um almoço, no sentido de oficializar apoio à reeleição de Nilo.

De acordo com o presidente estadual do PMDB, Lúcio Vieira Lima, a decisão em torno de um nome será da bancada e enquanto isso a legenda não se envolverá no processo. "No entanto, em minha opinião, devido as posições que Nilo tomou, a começar por ignorar que assinou um documento se comprometendo a não disputar a reeleição e atropelar as decisões na Casa, é a pessoa menos indicada para unir oposição e situação", disse, ressaltando que espera que seja alguém do PMDB. "Se é Leur, Arthur ou Luciano cabe a bancada dizer", esquivou-se.

Questionado sobre o assunto, Leur Lomanto, com bastante cautela reiterou que considera muito cedo para se fazer uma avaliação do processo sucessório, mas entende que ele pode caminhar para um consenso. "O PMDB se acha legitimado para a disputa. No momento certo o governador vai fazer uma avaliação para saber o melhor candidato para buscar um consenso, avaliou.

Arthur Maia, por sua vez, não negou a possibilidade. Num certo ar de insatisfação afirmou que "é o PMDB que está no embate e eu nunca disse que tinha que ser eu. Pode ser eu, Marizete, Luciano, qualquer um", disparou.

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