PMDB busca avanços nas alianças com PT nos Estados

Iniciado o ano eleitoral, o PMDB faz hoje sua primeira reunião de 2010 com o objetivo de avançar nos acordos com o PT nos Estados onde as duas legendas ainda divergem quanto à escolha de um candidato único. A ideia é formar um palanque forte, capaz de unir os dois partidos para alavancar a pré-candidatura da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, à presidência da República.

Agência Estado |

Também está na pauta de debates de hoje a convenção do PMDB marcada para março, quando o deputado Michel Temer (SP) pretende se reeleger presidente da legenda. O encontro dos peemedebistas está marcado para as 20h, na residência oficial da Câmara dos Deputados, no Lago Sul.

O líder peemedebista na Câmara dos Deputados, Henrique Eduardo Alves (RN), afirma que é consenso dentro do partido a reeleição de Michel Temer ao comando da legenda. Presidente da Câmara dos Deputados, Temer é o nome mais forte dentro do partido para ser indicado a vice na chapa petista.

Segundo Alves, a permanência de Temer no cargo é importante para manter o partido unido durante o ano eleitoral. "Michel Temer, hoje, é um elo entre os deputados, senadores, e as militâncias. Hoje, o PMDB é um partido unido. Acabaram aquelas divergências entre grupos. Ele representa a força do PMDB", avalia.

Devem participar do encontro os líderes do partido na Câmara e no Senado, respectivamente o deputado Henrique Eduardo Alves e o senador Renan Calheiros (AL), além dos ministros de Minas e Energia, Edison Lobão (MA); da Integração Nacional, Geddel Vieira (BA); e o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles (GO), recém filiado à legenda.

Briga nos Estados

PT e PMDB ainda brigam em Minas Gerais, Pará, Bahia, Ceará e Mato Grosso do Sul, onde ainda há dois ou mais postulantes cobiçando o mesmo cargo. A ideia, segundo articuladores do partido, é intensificar os diálogos até conseguir que um dos pré-candidatos aceite não somente desistir da disputa como apoiar o postulante do outro partido, como ocorreu no Rio de Janeiro. Lá, o prefeito de Nova Iguaçu, Lindberg Faria (PT), concordou em apoiar a reeleição de Sérgio Cabral, do PMDB, depois de muito insistir em ser indicado pelo partido para disputar o governo. Lindberg deve ser candidato ao Senado.

Ainda não há previsão de um novo encontro entre líderes peemedebistas e petistas para dar continuidade à costura do acordo entre as duas legendas. Por isto mesmo, segundo o líder do PMDB no Senado, Renan Calheiros, é importante, na reunião de hoje, "tirar o pulso" das lideranças estaduais. Só depois de saber quais pré-candidatos estão irredutíveis e quais estão dispostos a conversar e possivelmente abrir mão da disputa, o PMDB voltará a conversar com o PT sobre as divergências estaduais.

O nó mais complicado de se desfazer ainda é em Minas Gerais, onde há três pré-candidatos para a vaga de governador: o ministro das Comunicações, Hélio Costa, do PMDB; o ministro do Desenvolvimento Social, Patrus Ananias, e o ex-prefeito de Belo Horizonte Fernando Pimentel, ambos do PT.

No Pará, Ana Julia Carepa, do PT, quer tentar a reeleição, enquanto os peemedebistas pleiteiam a indicação de Jader Barbalho. O cenário se repete na Bahia. Jacques Wagner (PT) quer tentar um segundo mandato enquanto o ministro Geddel Vieira cobiça o mesmo posto. No Mato Grosso do Sul, quem tenta a reeleição é o peemedebista André Puccinelli, enquanto o ex-governador Zeca do PT articula a tentativa de retornar ao poder.

No Ceará, o problema envolve a disputa por uma vaga no Senado. A disputa está entre o ministro da Previdência, o petista José Pimentel, e o deputado federal Eunício Oliveira, do PMDB.

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