PMDB adia a idéia de criar CPI dos Fundos de Pensão

BRASÍLIA - O PMDB postergou a idéia de instalar uma CPI na Câmara dos Deputados para investigar os fundos de pensão de empresas estatais. De acordo com o líder do PMDB, deputado Henrique Eduardo Alves (RN), a criação da CPI só será necessária se ainda houver dúvidas sobre o envolvimento do partido em casos de corrupção nos fundos.

Carol Pires, Último Segundo/Santafé Idéias |

Vamos esperar. Se o governo entender que não há manobra do PMDB, a gente se satisfaz. Se tiver alguma dúvida, a gente faz a CPI para saber, disse Alves, após reunião de líderes da base aliada do governo com o ministro de Relações Institucionais, José Múcio Monteiro.

Os líderes e deputados já chegaram à conclusão de que não era a melhor maneira de discutir a questão dos fundos através de uma CPI, concluiu José Múcio, que, na terça-feira, chegou a telefonar para lideres peemedebistas para tentar impedir o funcionamento de uma nova CPI no parlamento.

O autor do requerimento para criação da CPI dos Fundos de Pensão é o deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que estaria interessado em retaliar o governo, depois da intervenção do presidente Lula que interrompeu as negociações para troca de diretoria do fundo de pensão Real Grandeza, controlador da estatal Furnas.

De acordo com o ministro de Minas e Energias, Edison Lobão (PMDB), haveria bandidagem no Real Grandeza, e por isso seria necessário afastar o presidente Sérgio Wilson Ferraz Fontes e o diretor de investimentos Ricardo Gurgel Nogueira, do comando do fundo ¿ o que não foi aceito pelo presidente da República.

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