PM pega 9 anos de prisão por morte de vereador em AL

O policial militar reformado Dílson Alves foi condenado hoje a nove anos de prisão, em regime fechado, pelo assassinato do vereador de Delmiro Gouveia, Fernando Aldo, morto a tiros em 1º de outubro de 2006, na cidade de Mata Grande, no sertão alagoano. A sentença foi proferida hoje pelo juiz Maurício Brêda, depois de Dílson ter solicitado, por meio de um defensor público, o benefício da delação premiada.

Agência Estado |

O júri foi suspenso e em sessão secreta o réu confessou a participação no assassinato do vereador e deu os nomes dos autores intelectuais. As informações estão sendo mantidas em sigilo por se tratar de segredo de justiça. O deputado estadual Cícero Ferro (PMN) e o prefeito de Delmiro Gouveia, Lula Cabeleira (PRB), são apontados como os mandantes do crime.

Depois do júri, o juiz César Breda explicou que, inicialmente, a pena base de Dílson foi de 19 anos de prisão. Contudo, devido ao benefício da delação premiada, o réu teve sua pena reduzida para nove anos, tendo ainda de pagar uma indenização de R$ 12,5 mil à família da vítima, que acompanhou o julgamento, no Fórum de Maceió. Quando foi assassinado, Fernando Aldo era presidente da Câmara de Delmiro Gouveia e se apresentava como um forte candidato à prefeitura de município, que fica no Sertão alagoano, a 327 quilômetros de Maceió.

Com as informações prestadas pelo PM, a Justiça reforça a tese de que o crime foi arquitetado pelo deputado afastado Cícero Ferro e pelo prefeito Lula Cabeleira. O réu confessou ter recebido R$ 20 mil para intermediar o crime, que teria sido praticado numa trama que foi batizada de "consórcio da morte" pela Polícia Civil de Alagoas. Dílson Alves chegou a confessar, em juízo, que o deputado Cícero Ferro não teria relação com a morte do vereador. Contudo, tempos depois, desmentiu a versão, voltando a acusá-lo, alegando que havia sido pressionado a inocentá-lo. Dílson é o primeiro acusado da morte de Fernando Aldo a ser condenado. Outros envolvidos respondem pelo crime, além do deputado e do prefeito.

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