PM muda hábitos em razão de surto de diarreia no Guarujá-SP

Assustados com o surto de diarreia, policias militares escalados para trabalhar na Operação Verão do Guarujá, na Baixada Santista, mudaram os hábitos. Por determinação do comando do litoral, soldados, cabos e oficiais não tomam mais água de torneira ou de filtro.

Agência Estado |

Para matar a sede, os PMs utilizam apenas água mineral industrializada, vendida em garrafas, galões ou em copos.

Desde o começo do mês, ao menos 30 policiais tiveram diarreia e vômito - dez deles são moradores da cidade e pertencem ao 21º Batalhão, localizado na Praia do Guaiuba. Os outros 20 PMs são da capital e do interior e estão alojados em uma escola pública na Praia da Enseada. A cidade do Guarujá está com um reforço de 340 policiais desde dezembro.

A 5ª Seção de Comunicação da PM informou em nota que são poucos os casos de diarreia verificados entre a tropa - cerca de 5% do efetivo, o que estaria dentro da normalidade. Dos casos notificados, nenhum, segundo a PM, é de gravidade e todos são tratáveis no ambulatório, com rápida recuperação dos pacientes.

Para policiais ouvidos pelo Jornal da Tarde, a situação não é tão tranquila. Um soldado que pediu para não ter o nome divulgado contou ter visto o colega com dores fortes em todo o corpo e impossibilitado de trabalhar. “Ele teve de ficar uns três dias de cama. Estamos com medo, pois pode ser a água, mas não se sabe a origem do problema.” Outro oficial da cidade disse que muitos PMs não estão acostumados com sol e praia e por isso desenvolveram a doença. Segundo a Polícia Militar (PM), o policiamento da área não foi prejudicado.

Questionário

A prefeitura anunciou ontem que vai aplicar um questionário aos pacientes durante o atendimento. Com isso, a administração espera colher o maior número de informações sobre a fonte de contaminação, como sintomas e procedência dos alimentos ingeridos. A decisão foi tomada depois da visita de técnicos do Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE) da Secretaria de Estado da Saúde.

Amostras de água ingerida por pacientes na Praia das Pitangueiras e fezes dos doentes foram enviadas para análise no Instituto Adolfo Lutz, em São Paulo. O resultado sai em duas semanas. As informações são do Jornal da Tarde.

AE

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