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PM garante reação na mesma medida após mortes no Rio

RIO DE JANEIRO - Depois da forte troca de tiros que ocorreu entre policiais e traficantes no Morro do Macaco, zona Norte do Rio de Janeiro, o comandante geral da Polícia Militar do Estado, coronel Mário Sérgio Duarte, disse que a polícia vai iniciar a busca pelos traficantes envolvidos no http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/2009/10/17/confronto+deixa+mortos+e+feridos+na+zona+norte+do+rio+de+janeiro+8859915.htmltiroteio que deixou dois policiais militares e 10 traficantes mortos. Segundo o coronel, quatro comandos de policiais estão montados na região para evitar o deslocamento dos traficantes.

Redação com Agência Estado |

"Não vamos descansar enquanto isso não acontecer. A população espera uma resposta da PM", disse o coronel. "Não vamos nos desviar. O trabalho forte de inteligência e os homens da Polícia Civil vão ajudar", acrescentou o secretário da Segurança Pública do Rio de Janeiro, José Mariano Beltrane. "Nós sabemos quem foi, como foi, e haverá uma resposta na mesma medida, defendeu o chefe da Polícia Civil do Rio de Janeiro, Alan Turnowisk, que também participa da entrevista coletiva.

Futura Press Helicóptero cai em campo de futebol após ser atingido por tiros


Turnowisk acrescentou que a ação dos traficantes foi "ousada" e "que nenhuma ação no Rio de Janeiro ficou sem resposta". Segundo ele, a polícia não vai ficar sem dar uma resposta "no momento certo".

O comandante da PM informou que o controle da região está sendo realizado pela Polícia Militar, que trabalha com um efetivo de 3 mil a 4 mil homens a mais. "Vamos nos manter no terreno para manter o controle do local. Folgas foram canceladas e todos os policiais estão sendo utilizados", disse o coronel Duarte. A Polícia Civil também participa da operação com 500 policiais.

Autoridades sabiam sobre invasão

Beltrame admitiu que a polícia tinha, ontem, a informação sobre a invasão do Morro dos Macacos, mas não conseguiu evitar que as quadrilhas se enfrentassem por toda a madrugada de sábado. Segundo ele, o cerco montado pela Polícia Militar falhou pela dificuldade de prever por onde os invasores entrariam.

"A área tem centenas de acessos", justificou o secretário, em entrevista coletiva no fim da tarde. "Mais de 80% das invasões têm sido antecipadas (pela polícia)".

Clique na imagem abaixo para ampliar o mapa:
Fonte: Google Maps


Segundo o secretário, entre as ações prévias da PM na sexta-feira está a morte de quatro traficantes que confrontaram a polícia na favela do Arará (zona norte), quando foram surpreendidos saindo para integrar o grupo invasor. Ele afirmou que a polícia não invadiu o morro à noite para minimizar os riscos para os moradores. "Quem não tem compromisso com a população é o marginal", afirmou.

O coronel Duarte afirmou que a região é muito grande e possui dezenas de acessos que poderiam ter sido utilizados pelos traficantes. Seja por áreas urbanas ou de mata, o morro dos Macacos pode ser acessado por três ou quatro bairros da região.

A polícia militar e a civil do Rio de Janeiro já iniciaram as investigações para tentar descobrir a rota de acesso utilizada pelos traficantes para entrarem no Morro dos Macacos, na zona norte da cidade.


Helicóptero abatido

O comandante da PM disse ainda não saber qual foi a arma utilizada para atingir a aeronave. "Sabemos que os traficantes possuem armamento de longo alcance, mas é prematuro afirmar qual tipo foi utilizado para atingir o helicóptero", disse o comandante.

O aparelho, que tinha apenas o fundo blindado, dava apoio a uma operação com 120 homens da PM para acabar com o confronto entre traficantes na disputa por pontos de vendas de drogas na favela. Atingido por disparos dos bandidos, o helicóptero Fênix pegou fogo logo após pousar num campo de futebol.

Dois dos seis tripulantes morreram carbonizados e os outros policiais foram resgatados com queimaduras. Outros dois policiais e dois moradores foram feridos em terra. Três policiais que sobreviveram à queda, pularam do aparelho antes de ele tocar o chão. Segundo o major Oderlei Alves, relações públicas da PM, dois deles, além de queimaduras, foram baleados no ar. O quarto ferido é o único internado em "estado gravíssimo", com queimaduras severas em todo o corpo e vias respiratórias.

Assista à reportagem sobre a queda do helicóptero (o número de mortos foi atualizado após a publicação do vídeo):


Olimpíada 2016

A imprensa internacional destacou o confronto neste sábado. Os sites dos jornais "The New York Times" e "The Guardian" ressaltaram que o Rio foi escolhido sede da Olimpíada de 2016 . O jornal norte-americano destacou que traficantes abateram um helicóptero da Polícia Militar do Rio, matando dois policiais, apenas duas semanas após vencer a eleição. "A queda ocorreu cerca de oito quilômetros ao sudoeste de uma das zonas onde acontecerão os Jogos Olímpicos Rio 2016", traz a reportagem.

A violência nos morros cariocas foi destaque até mesmo na rede de notícias "Aljazerra", conhecida internacionalmente por veicular informações de guerras

O governador do Rio, Sérgio Cabral (PMDB), lamentou hoje a morte de policiais e renovou seu apoio ao secretário estadual de Segurança, José Mariano Beltrame. Cabral disse que manterá a "linha de enfrentamento" ao crime para que a cidade chegue aos Jogos Olímpicos de 2016 em paz . "Dissemos ao comitê olímpico que não é uma tarefa simples, eles sabem disso", lembrou o governador.

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