PM encontra dois corpos em junção de morros no Rio

RIO DE JANEIRO - Em uma segunda varredura feita por policiais militares do 3º, 6º e 14º batalhões, no início da noite neste domingo, foram encontrados dois corpos, ambos do sexo masculino, ainda não identificados. Os corpos estavam na junção formada no topo dos morros São João e dos Macacos, na zona norte do Rio. As ações contaram com a ajuda de cães farejadores.

Agência Estado |



Segundo o major Oderlei Santos, que atua no setor de Relações Públicas da Polícia Militar, na primeira varredura, feita de baixo para cima, no Morro São João, no início da tarde, nenhum corpo havia sido encontrado. "Não sabemos ainda se esses dois corpos encontrados na segunda varredura são de pessoas mortas no confronto decorrente da invasão do morro de sexta para sábado ou se são de pessoas mortas por disparos de policiais militares durante a ação da polícia", afirmou o major.

Policiais do Grupamento de Ações Táticas (GAT), auxiliados também de veículos blindados, realizaram durante todo o domingo buscas pelos corpos. Segundo informações de moradores da favela que chegaram ao Serviço de Inteligência da corporação seriam três corpos, portanto, ainda restaria um.

Enterro de policiais

Parentes dos dois policiais mortos na queda do helicóptero no confronto entre a polícia e traficantes na zona norte do Rio criticaram a ação da polícia. Rosa Maria Barbosa, tia do policial Ednei Canazarro, disse que "armam todo esse teatro para os Jogos Olímpicos 2016 e não dão as condições necessárias para nossos policiais trabalharem". Canazarro foi enterrado junto com o outro policial morro na ação, Marcos Sadler Macedo, no cemitério Jardim Sulacap, na zona oeste do Rio.

AE

Associações de policiais ofereceram recompensa a quem tiver informações sobre a pessoa que atirou para derrubar o helicóptero. A Assinap (Associação dos Ativos, Inativos e Pensionistas das Polícias Militares, Brigadas Militares e Corpos de Bombeiros) ofereceu R$ 10 mil e a Associação de Cabos e Soldados da PM ofereceu outros R$ 2 mil.

Miguel Cordeiro, presidente da Assinap disse que "quem atirou utilizou um armamento pesado. Uma ponto 30 ou uma ponto 60. Essas armas são raras e em geral, na favela, as pessoas sabem que são os que as utilizam".

Cerca de 200 pessoas participaram do enterro, entre elas toda a cúpula da polícia. Alvo de críticas durante o enterro o Secretário de Segurança Pública, José Mariano Beltrame, assistiu ao enterro afastado dos comandantes da Polícia Militar. 

Veja o local dos confrontos no mapa (clique para ampliar)


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