PM e bombeiros trabalham para evitar novos deslizamentos no AM

Duas pessoas estão desaparecidas após deslizamento no Rio Negro. Região tem sido afetada pela forte seca neste ano

iG São Paulo |

A Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros do Amazonas continuam em estado de alerta em decorrência dos deslizamentos de terra ocorridos neste domingo, no Porto Chibatão, em Manaus. A área devastada equivale a dez campos de futebol e cerca de 100 carretas e contêineres foram atingidos.

De acordo com informações do Corpo de Bombeiros, o efetivo tem trabalhado para retirar cerca de 20 contêineres que caíram no Rio Negro, além de cobrir a área com sacos plásticos para evitar que as carretas localizadas às margens possam ser atingidas por novos deslizamentos.

AE
Deslizamento arrastou diversas carretas e conteiners no Porto do Chibatão
O Corpo de Bombeiros ainda divulgou que a equipe retomou na manhã desta segunda-feira os mergulhos na busca dos desaparecidos. Até então, duas pessoas estavam sumidas, mas estima-se que o número seja maior. De acordo com a tenente Karina Reis, do Corpo de Bombeiros, apenas os familiares de dois funcionários, Sílvio Barbosa Silva, 30, e Pedro Paulo da Silva, 63, estão no local para saber mais notícias. “Estamos atuando com a hipótese desses dois trabalhadores, pois foram as únicas famílias que reclamaram o desaparecimento,” disse a tenente.

Segundo o major Hermes Macedo, da Polícia Militar do Amazonas, o objetivo neste momento é isolar a área e ajudar no resgate das vítimas. “Neste momento é importante isolar a área evitando a presença de curiosos e ficar atento a novos deslizamentos. Temos apoio aéreo para agilizar no resgate das vítimas. Como não sabemos exatamente o número de atingidos, o estado de alerta é fundamental”, ressalta.

Até o momento, a defesa civil não divulgou as causas do deslizamento e os impactos ambientais causados na região.

O Porto do Chibatão é o maior complexo portuário do Amazonas e atende muitas indústrias e empresas do Pólo Industrial de Manaus. O local tem área total de 217 mil metros quadrados, com um cais flutuante de 431,5 metros de extensão, podendo abrigar 4 navios com caldo entre 12 e 20m. Segundo informações da Polícia Militar, o porto teve um desprendimento de 300 metros de extensão da estrutura do pátio.

* com informações da Agência Brasil e Eduardo Asfora, iG Amazonas

Veja abaixo imagens de Manaus antes e depois da seca.

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