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PM é acusado de matar menina ao dar tiros embriagado

A estudante Cristiane de Sousa Silva, de 8 anos, morreu ontem após supostamente ser acidentalmente baleada no olho por um policial militar, identificado apenas como soldado Ramos, na cidade de Igarapé do Meio, distante cerca de 330 quilômetros da capital maranhense. O crime revoltou a população do município.

Agência Estado |

Em represália, os moradores da cidade incendiaram a delegacia e depredaram a Câmara de Vereadores local. O policial suspeito está foragido.

Segundo informações dos moradores, Ramos estava à paisana, ingerindo bebida alcoólica em um bar, quando foi informado de um esfaqueamento ocorrido durante uma briga em outro estabelecimento. Ramos então correu atrás dos dois suspeitos e, quando chegou próximo a um rio, disparou cinco tiros, levado por provocações de um dos fugitivos. Cristiane de Sousa Silva, filha de lavradores, brincava no quintal de casa, do outro lado do rio, distante cerca de 100 metros da confusão, quando foi atingida por um dos tiros.

"Foi tudo muito rápido", disse o lavrador Ivando Pereira da Silva, mostrando as cápsulas de balas que ficaram nas dunas próximas à casa de Cristiane. A menina ainda foi levada ao Hospital Regional de Santa Inês, mas não resistiu aos ferimentos e morreu.

A morte da estudante indignou os moradores da cidade, que resolveram depredar a Câmara de Vereadores e incendiaram a delegacia, ainda ontem. Na delegacia, dez pessoas estavam presas. Todas fugiram e levaram três revólveres. Apenas três dos fugitivos foram recapturados e levados para a delegacia regional de Santa Inês. A cidade de Igarapé do Meio tem apenas sete policiais militares, incluindo o soldado Ramos, para policiar o município. Os outros seis policiais deixaram a cidade com medo de serem linchados.

O comandante Geral da Polícia Militar (PM) do Maranhão, coronel Pinheiro Filho, por meio da assessoria de imprensa, afirmou que somente irá se manifestar depois que souber, oficialmente, o que aconteceu. Apesar disso, Pinheiro Filho disse também que, caso seja comprovada a participação do agente no assassinato de Cristiane, o policial não ficará impune.

Velório

No velório de Cristiane, lágrimas e dor e palavras de protesto contra a ação do policial militar. "Essa é a polícia que protege a população do meu Estado? Eu perdi metade do meu coração e parte da minha vida. Essa pessoa que vestia a farda da PM não é um policial, é um assassino. Ele não é digno da farda que vestia quando estava em serviço", disse o lavrador José Raimundo da Silva, pai da criança, durante o velório da filha.

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