RIO DE JANEIRO - O 3º Tribunal do Júri da Capital absolveu, por unanimidade de votos, na madrugada desta quarta-feira, o policial militar Marcos Parreira do Carmo, acusado de matar o estudante Daniel Duque Pittman, de 18 anos. O adolescente foi morto no dia 28 de junho na porta da boate Baronetti, em Ipanema, zona sul do Rio.

Acordo Ortográfico Segundo o Tribunal do Justiça, o júri entendeu que o tiro disparado pelo PM foi acidental. O promotor Marcelo Monteiro, responsável pela acusação, pediu a absolvição do réu. De acordo com o promotor, os depoimentos das testemunhas não foram consistentes.

"A qualquer réu a lei assegura o benefício da dúvida. O único caminho para se fazer justiça é a absolvição", afirmou o promotor, que enfatizou ter analisado todos os depoimentos, inclusive dos amigos da vítima.

No julgamento, presidido pelo juiz Sidney Rosa da Silva, foram ouvidas

Reprodução

Daniel foi morto na porta da boate

nove testemunhas, sendo cinco de acusação e quatro de defesa. Último a ser ouvido, o vendedor de balas Valdemir Ferreira Pinto, que trabalha em frente à boate, afirmou ter presenciado o crime.

"Daniel partiu para cima do policial e tentou tomar sua arma", contou. Valdemir ratificou o depoimento de Marcos Parreira e disse ter ouvido dois tiros disparados para o alto.

O julgamento do policial teve início às 13h20 desta terça-feira e terminou nesta quarta-feira por volta de 0h30. O corpo de jurados, composto por cinco mulheres e dois homens, ouviu os depoimentos das testemunhas e acolheu a tese defensiva de acidentalidade.

O policial foi denunciado pelo Ministério Público por homicídio simples. No dia 14 de julho, Marcos Parreira foi interrogado e, por decisão do juiz, foi-lhe concedido o direito de aguardar o julgamento em liberdade. Na ocasião, o magistrado considerou que o réu é primário, possui bons antecedentes e não trouxe qualquer prejuízo para a instrução criminal.

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