PM deve punir acusado do caso João Roberto, diz Cabral

O governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral Filho (PMDB), defendeu hoje que o agente William de Paula, absolvido da acusação de homicídio doloso contra o menino João Roberto Amorim Soares seja punido pela Polícia Militar (PM). Ontem, por 4 votos a 3, o 2º Tribunal do Júri entendeu que o cabo agiu no “estrito cumprimento do dever legal”.

Agência Estado |

Os jurados o absolveram do crime de homicídio duplamente qualificado e o PM foi condenado a prestar 7 horas diárias de serviços comunitários, por um ano, por lesão corporal leve à mãe e ao irmão de João.

Cabral declarou esperar que a corporação puna o PM que, disse, cometeu um crime. O governador defendeu a política de segurança pública do seu governo, que, à época do assassinato do menino, de 3 anos, foi criticada, devido ao grande número de confrontos entre policiais e suspeitos, em muitos casos resultando em mortes de supostos criminosos. Em julho, PMs confundiram com um veículo de assaltantes o carro em que estavam João Roberto e sua mãe, Alessandra Amorim Soares, e o fuzilaram.

"Ele (William) não serve para ser policial militar, nem para o serviço administrativo", afirmou Cabral, após participar de almoço em homenagem ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Gilmar Mendes, na Associação Comercial do Rio de Janeiro (ACRJ). "Não é preparado para ser policial militar." O governador disse que "houve uma perseguição, houve uma abordagem equivocada, e não houve reação de dentro do veículo". "Então, como é que atira para dentro do veículo sem saber quem está no veículo?", perguntou.

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