SÃO PAULO - O soldado do 18º Batalhão da Polícia Militar (PM) Pascoal dos Santos Lima foi indiciado em inquérito sob a acusação de assassinar o coronel José Hermínio Rodrigues, que comandava o policiamento na zona norte de São Paulo. O militar é acusado de ter praticado 17 homicídios no total.

A decisão foi tomada pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) quase seis meses depois do crime, ocorrido em 16 de janeiro.

Pascoal, segundo ficou demonstrado pelas investigações, era integrante de um grupo de extermínio, os Matadores do 18 - uma referência ao 18º Batalhão da PM, em cuja Força Tática Pascoal e outros acusados de chacinas na zona norte trabalhavam.

O soldado e alguns de seus colegas de grupo trazem no corpo até um símbolo que os identifica. Trata-se de uma caveira com uma faca entre os dentes cruzada por dois fuzis. Ele está preso desde janeiro, acusado de matar a mãe de um traficante e de tentar matar o filho no ano passado.

Para o delegado do DHPP Marcos Carneiro Lima, o motivo do crime foi o fato de Hermínio ter afastado o soldado Pascoal da Força Tática do 18º Batalhão, transferindo-o para outra unidade, na qual o soldado era obrigado a fazer serviços burocráticos. "Trata-se de pessoa violenta. As testemunhas, até mesmo policiais, têm muito medo do Pascoal", afirmou o delegado. O soldado negou o crime ao ser interrogado.

Ele disse que havia saído na manhã do crime para apanhar pneus de moto na casa de um amigo, mas já havia voltado para casa na hora da execução. Afirmou ainda que fazia muito tempo que não passava pela Avenida Engenheiro Caetano Álvares, onde o coronel foi assassinado.

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